Conventos das Carmelitas e de São Francisco serão restaurados em 2019

Ambos os projetos dos conjuntos dos conventos de São Francisco e da Nossa Senhora do Carmo foram firmados pelo PAC Cidades Históricas

19 de dezembro de 2018   

O complexo dos conjuntos arquitetônicos dos Conventos das Carmelitas e de São Francisco no Centro de João Pessoa serão beneficiados com um projeto de restauração integral previsto para ser implementado em 2019. Ambos os locais são pontos turísticos famosos da Capital e há décadas estão sendo deteriorados pela ação do tempo, o vandalismos e a poluição.

Como forma de tentar recuperar a originalidade dos conjuntos, o projeto segundo o chefe do Setor Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Paraíba (Iphan/PB), Raglan Rodrigues, ainda está sendo desenvolvido devido a complexidade das estruturas. “O projeto esta em fase de elaboração e levantamento minucioso dos problemas que terão que ser sanados”, explicou destacando que ainda não existe previsão para o início das obras, “estamos fazendo um trabalho detalhado da gravidade em que se encontram os conjuntos. A expectativa é que em 2019 já iniciemos as restaurações”.

Ambos os projetos dos conjuntos dos conventos de São Francisco e da Nossa Senhora do Carmo foram firmados pelo PAC Cidades Históricas.

Ainda segundo Raglan, o projeto prevê restauração da matéria e dos bens integrados aos móveis e também o processo de gestão para que após a finalização das intervenções o local seja preservado. Haverá também a presença de monitores para tentar manter todo o trabalho de recuperação que será feito.

O representante criticou a ação de vandalismo que é uma das principais responsáveis pela destruição do patrimônio histórico da cidade. “Além da ação do tempo, o Centro Histórico  é muitas vezes alvo da ação de vândalos e gangues que atacam os prédios com pichações”, ressaltou criticando até mesmo a falta de consciência até dos turistas “até mesmo a intervenção de turistas, que tentam arrancar as pinturas, chegam para visitar o local e acabam escrevendo os nomes nos azulejos”, alertou.

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