Julian Lemos revela simpatia por João Azevêdo, e sobre candidatura de Romero a governador em 2022 diz: “Não terá meu voto”

Segundo o parlamentar, Romero perdeu votos, quando anunciou ser o candidato do presidente Bolsonaro

30 de abril de 2021   

Deputado Federal Julian Lemos. (Foto: Rádio 98 Correio FM)

O deputado federal Julian Lemos(PSL-PB) disse que caso o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues(PSD), venha a ser candidato a governador em 2022 não terá o voto dele. Segundo o parlamentar, Romero perdeu votos, quando anunciou ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro(Sem Partido). As declarações foram dadas em entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM, desta sexta-feira(30).

“Ele foi prefeito por duas vezes, e não tem nada mais honroso do que você defender a sua própria história”, disse o congressista. Segundo Lemos, Romero criou uma “grande áurea” de amigo do presidente Bolsonaro, mas que nos dois últimos anos o presidente “nunca fez nada por Campina Grande”.

“Ele(Romero) quis mostrar essa idéia de grande amigo de Bolsonaro, porque ele só veio ter uma liga com o presidente na minha casa, quando fiz um almoço, e depois ele sabe muito o que fez pra me atrapalhar, e o que ele andou falando pra várias pessoas. Mas isso pra mim é página virada”, afirmou o parlamentar.

Julian diz que não consegue enxergar Romero como governador da Paraíba, como um líder político com “fogo nos olhos”. “Ele não me encanta como líder”, citou. Na avaliação de Lemos, Romero não consiga se opor ao grupo do deputado federal Pedro Cunha Lima(PSDB), além de que ainda não é conhecido em outras regiões do estado. “Se você soltar Romero em Mangabeira(bairro de João Pessoa), quem é que vai saber quem é Romero? E o que teria de atrativo nele?”, questionou. “Eu diria isso a ele. Então não têm meu voto”, complementou o deputado.

Já quando questionado sobre o governador João Azevêdo(Cidadania), Lemos lembrou que no início criticou muito Azevêdo, e diz que continuará fazendo as críticas. “Mas eu vejo nele um esforço de querer fazer. A minha crítica maior é em relação as pautas da segurança pública, que disso eu não abro mão”, sublinhou.

“Se me perguntar seu eu sou simpático a ele, eu digo que sou, e acho ele(governador) um cara sério, e digo isso pelos contatos que tive. Eu não sou base de João, mas gostaria de ser, para ajudá-lo nessa problemática da segurança”, complementou.

Redação