Polícia prende dois homens em CG, acusados de crimes eleitorais

Segundo a denúncia, os dois homens estariam circulando vários bairros da cidade com nomes e números de títulos eleitorais

5 de outubro de 2018   

urna eletrônica. Foto: Nelson Jr./ ASICS/TSE

Dois homens de 34 e 38 anos foram presos durante uma operação da Polícia Federal da Paraíba, em Campina Grande, na noite desta quinta-feira(04), suspeitos de crimes eleitorais. A ação da polícia operou em vários bairros da rainha da Borborema, e os acusados foram encontrados após uma denúncia de que eles estariam com uma lista de nomes e números de títulos eleitorais. A polícia também já constatou um um crime eleitoral no Sertão do Estado.

Segundo o juiz responsável pela Justiça eleitoral de Campina Grande, Horácio Melo, a Polícia foi chamada, assim que foram constatados as penalidades.“Foi constatado crime eleitoral com propaganda, com essa lista que dava a entender ou identificava que seria para corrupção eleitoral, o uso do poder político e uso do poder econômico, inclusive tinha um servidor público que deveria estar em seu ambiente de trabalho e não estava, então esse pessoal foi preso e eu encaminhei imediatamente a Polícia Federal”,explica.

“Nós não permitiremos compra de voto, captação de sufrágio, distribuição de benefícios, nada! Além da frota ostensiva estamos também com policiais e carros descaracterizados para acompanhar de perto e qualquer eventualidade sermos acionados”, antecipa o juiz, sobre as denúncias de crimes eleitorais que acontecem um dia antes das votações.

Segundo ele, o que pode levar uma pessoa a ser presa durante o período eleitoral está diretamente ligado à prática de crime eleitoral, ou seja, cinco dias antes das eleições, o eleitor só pode ser preso se for em flagrante ou por ordem judicial de sentença transitada e julgado.

“O crime eleitoral de um flagrante, que ele é preso momentaneamente, é levado para Polícia Federal para os procedimentos legais; se for com pena que mantenha a prisão, ele será encaminhado para o presídio, caso contrário, a polícia tomará as providências legais e libera em seguida, mas o material ilegal fica apreendido”, enfatizou.

Redação com Portal Correio