Redes sociais afetam namoros e relacionamentos, alerta psicóloga

Para a psicóloga Raissa Nóbrega, as redes sociais têm influenciado o ciúme, o namoro e o caminho até a cara-metade.

13 de junho de 2019   

Psicóloga Raissa Nóbrega(Foto:Assessoria)

Depois do surgimento da internet e das redes sociais, os namoros e relacionamentos não são os mesmos. No Dia dos Namorados ou de Santo Antônio, o “Santo Casamenteiro”, o passeio por todas as redes sociais da pessoa amada — a famosa “stalkeada” – começa logo cedo e vai até de madrugada.

Para a psicóloga Raissa Nóbrega, do Hapvida Saúde, as redes sociais têm influenciado o ciúme, o namoro e o caminho até a cara-metade. Ela afirma que, em geral, alguns casais se conectam e adotam isso como uma forma de evitar ciúmes, mas pode sufocar e prejudicar a relação.

“Isso muitas vezes impede que a pessoa tenha sua individualidade porque um casal, na verdade, é formado por duas pessoas. Estas acreditam que não. Ele é minha metade. Então, ele me completa, somos um só. Nós precisamos entender que o outro, o nosso parceiro, ele está ali para transbordar e não para completar a gente”, ressalta.

Raissa observa que o excesso de invasão de privacidade é marcante nas redes sociais. Se alguém está comendo, posta na rede. Se vai sair de casa, faz nova postagem. “A gente mesmo está quebrando a nossa privacidade e acha que o nosso parceiro tem esse direito, muitas vezes. A própria pessoa se sente como se fosse um objeto de posse”, enfatiza a psicóloga.

Prova de amor e confiança

Para Raissa Nóbrega, exigir a senha de seu perfil ou do celular como prova de amor e de confiança não é saudável. “A prova de confiança é não perguntar tudo ao outro. Apenas confiar, se você ama aquela pessoa, gosta de estar junto. E essa individualidade é fundamental até para a questão da admiração. É importante que o casal tenha a sua individualidade e sua vida também, independente da relação”, pontua.

A psicóloga sustenta que a invasão de privacidade pelas redes sociais tem que ser barrada logo o início da relação. “Depois que você abre as portas da individualidade, o espaço do outro chega a um ponto que não tem mais como regredir”, sublinha.

Por fim, Raissa aconselha as pessoas que apostem no diálogo, durante o relacionamento, e vivam cada experiência como sendo única sem lidar com a imagem que se cria do outro, mas com o ser humano que está na sua frente. “É preciso que gente quebre essa imagem fantástica, idealizada do nosso parceiro, e tente se abrir como ser humano e entender que o outro tem falhas”, conclui a psicóloga.

Redação com Assessoria