Ricardo Coutinho acusa Gaeco de querer acabar com sua vida política, e insinua que eleição de João Azevêdo deveria ser investigada

Ricardo insinuou que parte do dinheiro que o Ministério Público o acusa de ter desviado teria bancado a campanha da eleição de João Azevêdo ao Governo

24 de agosto de 2021   

Neste fim de semana, o ex-governador Ricardo Coutinho abriu a caixa de ferramentas contra o Ministério Público e, por tabela, contra o Grupo de Apoio de Enfrentamento à Corrupção (Gaeco). Ele foi direto nas denúncias da Operação Calvário, do qual virou réu. “O objetivo das denúncias é prejudicar (a sua campanha para senador, no ano que vem), para me tirar da política. O objetivo da denúncia não é achar uma prova que me incrimine, porque eles sabem que não têm prova nenhuma para me incriminar. O objetivo político é esse”, afirmou

Ele comparou a Calvário com a Operação Lava Jato. “A Operação Calvário não é diferente disso: fez uma grande combinação com a mídia e eu não tive onde me defender. Tentaram me condenar previamente. Procure investigar e veja se existe um único superfaturamento na educação durante o meu governo. Não existe.”, disse

Segundo Ricardo, não apenas durante o seu governo, mas durante toda a sua vida, “não existe um único depósito ou um único bem que porventura não seja incompatível com a minha renda adquirido de forma totalmente lícita.”

Nas entrevistas que deu no interior, Ricardo insinuou que parte do dinheiro que o Ministério Público o acusa de ter desviado teria bancado a campanha da eleição de João Azevêdo ao Governo do Estado. “Talvez não saiba, mas eu vou te dizer: tem lá um tal de um dinheiro, no Rio de Janeiro, que foi pago a fornecedores de campanha. Quem era o candidato? Era eu? Era eu ou era João Azevedo?, indagou, para depois arrematar: “As pessoas não respondem.”

O ex-governador ainda argumentou que a reprovação de suas contas de 2016 e 2017 foi deliberadamente produzida, com articulação do Ministério Público, com o objetivo de anular sua participação na política. “Se a análise das contas a ser feita pela Assembleia for técnica, o parecer será rejeitado, não tenho dúvida”, disse

As declarações foram dadas aos radialistas Wellington Borges e Teixeira de Melo, da Rádio Pirauá de Alagoa Nova.

FONTE: hermesdeluna.com.br