As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entre a noite de segunda (23) e a madrugada de terça-feira (23) deixaram ao menos 53 mortos (47 em Juiz de Fora e 6 em Ubá).
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais entrou no terceiro dia de buscas por 15 desaparecidos, sendo 13 em Juiz de Fora e dois em Ubá. Os dados foram atualizados às 7h30 desta quinta-feira (26).
As chuvas deixaram mais de 3500 desabrigados, segundo a prefeitura de Juiz de Fora. Desde a última segunda-feira (23), 1257 ocorrências foram registradas pela Defesa Civil municipal.
Nesta quinta-feira (26), dez caminhões do Exército brasileiro e 100 militares chegam a Juiz de Fora para reforçar o atendimento às vítimas.
Segundo o pluviômetro do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 113 mm em Juiz de Fora. Com isso, o volume total de chuvas apenas nesse mês de fevereiro é de 733 mm, o que representa 4,3 vezes a média esperada para o mês.
As chuvas voltaram a cair com intensidade em Juiz de Fora nesta quarta-feira (25), o que interrompeu as buscas por desaparecidos e fez o disparo de alertas severos aumentar durante o dia.
O Rio Paraibuna, que corta Juiz de Fora, transbordou. Houve também registros de soterramentos no entorno do curso do rio. As cidades de Ubá e Matias Barbosa, também na Zona da Mata Mineira, foram fortemente atingidas pelas tempestades.
Em Ubá, a cerca de 100 quilômetros de Juiz de Fora, um vídeo mostra pelo menos três idosos deitados em colchões que boiam em um asilo alagado, enquanto vizinhos ajudam no resgate.
Matias Barbosa também ficou debaixo d’água. Apesar dos alagamentos, não houve registro de mortes, e a prefeitura decretou estado de calamidade para agilizar o atendimento à população.
A prefeita Margarida Salomão anunciou a suspensão das aulas em todas as escolas da rede. Segundo os dados, em sete horas, o volume de chuva na região equivaleu ao previsto para todo o mês de fevereiro.
As fortes chuvas provocaram deslizamentos em mais de 200 pontos de Juiz de Fora, cidade formada por muitas encostas. De acordo com as autoridades locais, grande parte das mortes ocorreu por soterramento em áreas de morro.
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