“O Trauma é a única saída para a saúde de CG”, afirma diretor do hospital ao Se Liga PB

Publicado: 15/09/2018



Geraldo Medeiros, em entrevista ao Se Liga PB

O Caos que vem passando a saúde de Campina Grande foi tema da entrevista concedida ao programa Se Liga PB, deste sábado(15), pelo diretor-geral do Hospital de Emergência e Trauma, Geraldo Medeiros.  Para o médico, a cada dia fica mais evidente que a gestão campinense não vem fazendo os investimentos corretos nas unidades de saúde da cidade, fazendo com que as pessoas procurem socorro no hospital. “O Trauma é a única saída para a saúde de Campina Grande e outros municípios do interior do estado, já que a própria população tem sentindo o grau de resolutividade do hospital”, destaca.

O diretor denunciou que a Secretaria de Saúde de Campina Grande se encontra com um débito de R$ 42 milhões de repasses para o Trauma, atualizando os dados que se referem a essa dívida. Segundo Geraldo, Campina Grande recebe um valor dobrado em recursos do governo federal para a saúde, um montante maior que o próprio governo do estado. “O Tesouro estadual é quem está bancando toda a saúde. A saúde no estado recebe mensalmente R$ 4 milhões, e gasta R$ 85 milhões”, explica.

“O que está acontecendo na prefeitura de Campina Grande, é uma amostragem de que as pessoas ainda não se adaptaram, que a sociedade não aceita mais esse tipo de política, de empreguismo e do toma lá dá cá”, cutucou o administrador do Trauma.

Geraldo explicou sobre a obrigatoriedade da prefeitura em fazer os repasses para o Trauma, frisando que isso é uma obrigação do prefeito Romero Rodrigues. “O Hospital tem um produção mensal de R$ 1, 2 milhão, e há seis anos  não recebe absolutamente NADA desse repasse . Esse dinheiro não é da prefeitura, ela recebe do governo federal e que deveria repassar pela produção que nós temos, que é muito mais que isso. O hospital de Trauma hoje atende cerca 8,5 mil pessoas por mês”, sublinhou, acrescentando que o movimento é o dobro do Hospital de Trauma de João Pessoa.

Dentre os demais problemas na saúde, o diretor do Trauma citou os médicos do Hospital Pedro I, que estão há três meses sem receber salários,e programaram uma paralisação para a próxima terça-feira(18). “Essa é uma realidade da saúde de Campina Grande, em que eu sempre digo: Só tem o Trauma”, disse, reforçando que hoje o Trauma conta com 364 médicos, sendo 64 em regime de plantão, em todas as especialidades. “Somos o único hospital do Brasil com cirurgião torácico, uma especialidade rara de se conseguir profissionais”, completa, ainda ressaltando que o Trauma recebeu no ano passado pacientes de 331 municípios, sendo que a Paraíba tem apenas 223, o que daria 108 pacientes dos estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Paolloh Oliver e Alidiane Carlos. Acompanhe abaixo:

Redação

 

 



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