A Polícia Civil da Paraíba, por intermédio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou hoje (15), a Operação Puçá. O objetivo é desarticular e asfixiar uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas na modalidade delivery. As investigações também revelaram a utilização de contas bancárias em nome de terceiros para a prática de lavagem de dinheiro.
Mais de cem policiais civis foram mobilizados para o cumprimento de 24 mandados de prisão, nas cidades de Campina Grande e João Pessoa, bem como nos municípios de Petrolina, localizado em Pernambuco e Maringá, no Paraná.
Houve o cumprimento de aproximadamente 85 mandados de busca e apreensão. Como medida voltada à asfixia financeira do grupo criminoso, foi determinada, ainda, a ordem judicial de bloqueio de R$ 15.000.000,00.
Segundo o delegado Victor Melo, da Polícia Civil, explicou que a Operação foi visando combater essa facção criminosa, chefiada por um campinense que foi preso há alguns anos, com cerca de meia tonelada de droga, e ele vinha comandando o tráfico de droga dentro do presídio. “Para isso, ele criou aí uma espécie de empresa de entrega de droga, autodenominada Rei do Camarão”, detalhou.
Ele ainda informou que durante a operação, até agora, 17 presos pessoas foram presas, não só a Estada da Paraíba como em outros estados. Em Campina Grande foi aprendido uma quantidade de droga, além de veículos de luxo.
A operação contou com o apoio das seguintes unidades:
Diretoria de Operações;
MPPB- GAECO;
DRE – Delegacia de Repressão a Entorpecentes;
GOE – Grupo de Operações Especiais;
DESARME; GOC – Grupo de Operações com Cães;
DCCPES – Homicídios de João Pessoa;
DECC – Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos;
DEAM – Delegacia da Mulher;
Polícia Penal;
DRCCIJ de Campina Grande;
DRF de Campina Grande;
GTE de Juazeirinho;
GTE de Esperança;
DRF de Patos
GTE de Princesa Isabel
Operação Puçá
A denominação Operação Puçá faz referência à armadilha tradicionalmente utilizada na pesca de camarões. O nome alude ao fato de a organização criminosa investigada autodenominar-se “rei do camarão”, simbolizando a estratégia policial de cerco técnico, investigação qualificada e produção robusta de provas, que culminaram na identificação e responsabilização dos envolvidos.
Fonte: ClickPB










