Operação cumpre mandados contra facção criminosa que expulsou mais de 250 famílias de comunidade, em João Pessoa

Ação na Grande João Pessoa também apura tomada de imóveis, agiotagem, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Publicado: 22/09/2026

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco



Uma operação foi deflagrada nesta terça-feira (22) contra uma organização criminosa que expulsou mais de 250 famílias de suas casas em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a investigação, os moradores foram retirados dos imóveis após ameaças e uso de violência armada.

A operação cumpre 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Região Metropolitana de João Pessoa. Até a última atualização desta reportagem, 17 pessoas haviam sido presas.

A secretária de Ação Social de Bayeux, Ivoneide de Araújo, e um ex-secretário do município, que não teve o nome divulgado, foram alvos de mandado de busca e apreensão. Segundo a polícia, os nomes foram citados pelas vítimas durante as denúncias que deram origem à investigação.

Segundo a Polícia Civil, os crimes acontecem desde o ano passado e a investigação começou após denúncias de moradores. As ações estão concentradas principalmente nos bairros do Mutirão e Mário Andreaza, em Bayeux.

Ainda segundo a Polícia Civil, depois da saída das famílias, os criminosos tomavam os imóveis e retiravam os bens deixados nas casas. De acordo com a investigação, os objetos eram saqueados ou vendidos.

A investigação também identificou a prática de agiotagem com tomada ilegal de imóveis, além de extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias.

A operação busca desarticular a estrutura financeira e a atuação da organização criminosa e recuperar os imóveis tomados das famílias.

A Operação Feudo é realizada pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da 4ª Delegacia Seccional (4ª DSPC), da UNINTELPOL e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Em nota, a Prefeitura Municipal de Bayeux afirmou confiar “nas instituições responsáveis pela apuração dos fatos” e defender “que todo e qualquer procedimento investigativo siga rigorosamente os princípios constitucionais, especialmente o direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência”. A gestão disse ainda que vai acompanhar o caso “respeitando o trabalho das autoridades competentes e confiando que os fatos serão devidamente esclarecidos dentro do devido processo legal”.

Por g1 PB



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