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Paraíba sanciona lei para debater o cuidado com mães de crianças atípicas

Semana Estadual ocorrerá anualmente para debater políticas públicas para a Maternidade Atípica, sobretudo para a saúde mental

Publicado: 09/01/2024

Na Paraíba, mães de crianças atípicas passam a ter, por Lei, uma semana dedicada ao debate e estímulo de políticas públicas, sobretudo em saúde mental, nas esferas governamentais. A Lei 13.030/2024, de autoria do deputado Chió (Rede), institui a Semana Estadual da Maternidade Atípica comemorada anualmente na terceira semana de maio. A propositura foi sancionada pelo governador João Azevedo através da publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), na última sexta-feira (5).

“Estabelecer uma semana para a Maternidade Atípica, é dar voz a estas mães, que por vezes infinitas são porta-vozes de seus filhos. É ampliar os espaços de discussão sobre esse tema, que é fundamental para o desenvolvimento das políticas públicas voltadas para essas mães. É, também, possibilitar o ativismo, engajamento, participação social e política por meio da constituição de uma rede de apoio”, ressaltou o parlamentar.

A lei nasce, segundo o deputado, da necessidade de cuidar das mães de crianças atípicas que, na maioria das vezes, enfrentam o processo da maternidade de forma solitária. De acordo com a Lei, o Estado da Paraíba irá estimular políticas públicas em prol das mulheres que experimentam a maternidade atípica, sobretudo em saúde mental; promover debates e outros eventos sobre a maternidade atípica, além de apoiar as atividades organizadas pela sociedade civil em favor dessas mulheres.

Dados de um estudo feito com famílias norte-americanas e divulgado no Journal of Autism and Developmental Disorders, o nível de estresse experimentado por mães de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é similar ao estresse crônico apresentado por soldados combatentes.

Além disso, a depressão entre mães é maior entre as que possuem crianças autistas, por exemplo, com 50% com níveis elevados de sintomas. Mães de crianças com desenvolvimento típico apresentavam de 6% a 13% dos sintomas, segundo dados de um estudo da Universidade da Califórnia. Os dados sinalizam a importância do debate sobre o tema.

“Quando nos referimos à maternidade atípica, temos tendência a romantizá-la, transformando-as em uma guerreira, que luta incansavelmente por seu filho, desconsiderando o desgaste físico e mental vivenciado diariamente por essa mãe. É preciso cuidar dessas mulheres, cuidar de quem cuida com políticas públicas que possam beneficiar esse público-alvo”, finalizou o deputado.

Com Assessoria de Comunicação

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