Paraíba segue em alerta para SRAG e registra aumento de casos, aponta boletim da Fiocruz

O levantamento indica que o estado apresenta tendência de crescimento nas ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas.

Publicado: 09/04/2026

FOTO: REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL



A Paraíba está entre os estados brasileiros em situação de alerta, risco ou alto risco para casos graves de síndromes respiratórias, segundo o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento indica que o estado apresenta tendência de crescimento nas ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas.

De acordo com os dados, a Paraíba integra o grupo de 13 unidades da federação onde há aumento sustentado de casos no longo prazo. Além disso, a capital João Pessoa está entre as cidades com nível de atividade considerado preocupante, com sinal de crescimento contínuo.

O boletim também aponta que os casos de SRAG associados à influenza A seguem em elevação no estado, ao lado de outras unidades do Nordeste. Já as infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças de até dois anos, também continuam crescendo na Paraíba.

Apesar do cenário de alerta, a tendência nacional indica estabilidade no longo prazo, com sinais de interrupção do crescimento ou até queda em alguns estados, especialmente em relação à influenza A e ao rinovírus — responsáveis por mais de 70% dos casos positivos recentes.

A SRAG é uma complicação de quadros gripais que evoluem com sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, podendo exigir hospitalização. Entre os principais vírus causadores estão influenza A, influenza B, covid-19, rinovírus e vírus sincicial respiratório.

Diante do aumento de casos, especialistas reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção de quadros graves e mortes. No Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis vacinas contra influenza e covid-19, com prioridade para crianças, idosos, gestantes e grupos mais vulneráveis.

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe/Fiocruz, também orienta que pessoas com sintomas gripais evitem circulação. “Recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destacou.

Em nível nacional, o Brasil já registrou mais de 31 mil casos de SRAG em 2026, com mais de 1,6 mil mortes. A covid-19 e a influenza A seguem entre as principais causas de óbitos associados à síndrome.

Portal Paraíba.com.br/ Agência Brasil



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