PF investiga invasão hacker que emitiu falsos mandados de prisão contra Lula e Moraes

A operação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão.

Publicado: 06/02/2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil



A Polícia Federal e a Polícia Civil de Minas Gerais investigam um esquema criminoso que utilizou o acesso ilegal a sistemas do Poder Judiciário para a emissão de mandados de prisão falsos. Entre os documentos forjados, constavam ordens de detenção contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. De acordo com as investigações detalhadas no Jornal da Band, a ação tinha como um de seus principais objetivos a libertação de lideranças das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho presas em Minas Gerais.

A operação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão. Durante a ação, os agentes recolheram celulares, notebooks e mídias digitais que passarão por perícia técnica.

Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada. A polícia aponta que a invasão visava provocar instabilidade institucional no país, utilizando-se da manipulação de dados oficiais para gerar desordem no sistema judiciário brasileiro.

Vulnerabilidade e métodos de invasão

As investigações revelaram que os criminosos utilizaram credenciais vazadas de servidores do Judiciário para infiltrar os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás. Com o acesso garantido, o grupo conseguiu inserir, alterar e excluir dados oficiais de alta sensibilidade. Um dos suspeitos identificados pela polícia é um adolescente de 15 anos, residente no Distrito Federal.

O delegado Marceleandro Silva, de Minas Gerais, afirma que lideranças do crime organizado tentaram se beneficiar diretamente da fraude, mas a inserção incorreta de dados foi detectada pelas autoridades antes que as solturas fossem efetivadas. A vulnerabilidade do sistema ficou exposta pelo uso repetitivo de acessos ilegais; apenas uma credencial roubada chegou a ser utilizada mais de cem vezes para manipular mandados de prisão.

Os investigadores destacam que o caso levanta um alerta sobre a segurança cibernética nas instituições públicas. O uso de logins e senhas de servidores sem camadas adicionais de proteção permitiu que informações críticas fossem expostas e alteradas. O inquérito segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão total dos danos causados aos bancos de dados da justiça brasileira.

BAND.COM



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