
Os moradores de Pocinhos, que moram no entorno da Fábrica Óleo Verde, já denunciaram por diversas vezes problemas de saúde, devido à fumaça produzida pela fábrica. Na Câmara Municipal, o vereador de oposição, Sóstenes Murilo(PSB), fez duras críticas a um alvará de funcionamento da empresa, culpando a prefeitura por realizar a liberação. A óleo verde produz óleo, extraídos da mamona.
Após as acusações, a vereadora Mônica de Beto disse que foi até a prefeitura, para tomar conhecimento das denúncias do colega. A parlamentar disse que o prefeito Claúdio Chaves(PTB) cumpre uma determinação judicial, já que a licença foi dada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente(Sudema), órgão ligado ao governo do estado.
“A juíza deu essa decisão, porque a SUDEMA veio, fez a avaliação da fábrica, disse que estava em ordem e poderia funcionar. Através dessa licença da Sudema, os donos da Óleo Verde buscaram a Justiça, e como foi dado o OK para funcionar, eles exigiram que o prefeito liberasse o alvará de funcionamento”, explicou a vereadora, que inclusive criticou o governo do estado, por vistoria de liberação.(VEJA DOCUMENTAÇÃO ABAIXO)



“Não depende do prefeito, a Sudema é um órgão de competência do estado. Ela veio, verificou que a produção da fábrica estava em ordem e liberou”, disse, pontuando os malefícios que a Óleo Verde causa aos moradores do Jardim Etelvina(Mercado), aonde está instalada.
“Querem jogar a culpa no prefeito, de uma coisa que não é. O prefeito não pode descumprir decisão judicial, qualquer pessoa sabe disso. A Justiça mandou ele liberar, e ele teve que liberar”, complementou Mônica. “Agora cabe aos representantes do estado, em Pocinhos, tomar as providências, e saber o porquê a Sudema liberou. Toda população que mora ali, sabe que a fumaça produzida faz mal à saúde, como vários inquéritos provam, de pessoas que tiveram problemas de saúde, por conta da fumaça produzida”, frisa.
“Eu acredito que na hora que a Sudema veio fazer a vistoria, e não encontrou essa fumaça. Vale aos representantes do estado tomar as providências”, destaca Mônica, citando que o vereador deveria cobrar do deputado que representa, o presidente da Assembleia Adriano Galdino(PSB), que buscasse junto ao órgão essa situação.
Mônica, durante a sessão do dia 16 de Setembro, apresentou o mandado de segurança, pedindo o fechamento da fábrica, já que está constatado que a mesma está provocando os danos à saúde da população. “Se a Sudema deu esse laudo, a gente precisa saber do estado o que aconteceu. Nós sabemos que a fábrica é irregular, e a população sofre”, conclamando que os deputado estaduais votados no município, e aliados do governo, tomem as medidas.
Redação












