
O vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Pocinhos, Pauliano Lamec (PSDB), resolveu, ao apagar das luzes, “retornar” ao grupo de oposição, liderado na cidade pelo presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB).
O vereador apareceu publicamente hoje, dia 15. Na sessão que aconteceu na Câmara, ele resolveu debater com o amigo parlamentar Emmanoel Pereira (PTB). Trazendo traços históricos, Pauliano tentou convencer que a sua decisão se baseou “na péssima” administração do prefeito Cláudio Chaves (PTB). Ele disse ainda que a cidade não “comporta” três candidatos a prefeito, enfatizando que estava se sentindo excluído.
‘Jogando a bola’ para Emmanoel e, insinuando, que o vereador mais bem votado de Pocinhos sofria rejeição do grupo, ele foi surpreendido com o discurso democrático do colega: “Iremos escolher o nosso candidato através de pesquisas. Caso a população não me escolha, tentarei mais uma vez uma vaga aqui na Câmara”.
Pauliano Lamec voltou ao grupo, mesmo sem comunicar ou apresentar sinais aos seus ex-aliados. Dessa vez, sem holofotes. “Dizem que na política a memória é curta”.
O poder, ele cega? Provavelmente. Em janeiro de 2013 o poder “cegou” Pauliano? Ele se envolveu em uma confusão na eleição da mesa diretora. “Teria ficado insatisfeito porque o novo gestor não teria lhe escolhido para liderar o poder legislativo”. Vocês lembram?
Revoltado, Pauliano conseguiu o apoio de todos os vereadores da oposição e acabou surpreendendo e sendo escolhido como novo presidente da câmara. No entanto, a população que estava presente na sessão não gostou da estratégia e a partir daí teve início um tumulto generalizado. Algumas pessoas quiseram invadir os gabinetes da câmara para agredir o vereador.

É esse o mesmo Pauliano que hoje ocupou por alguns minutos o microfone do poder legislativo para tentar justificar sua chegada na oposição. “Um bom filho a casa torna”, foi acolhido pelo vereador e também ex-presidente Sóstenes Murilo (PSB).
Lamec usou palavras bonitas. Dominou bem o português e conjugou todos os verbos. Estava bem apresentável, como sempre. Mas, infelizmente, não convenceu!
Talvez se essa fosse uma sessão solene, com a presença do grande cantor e compositor paraibano Flávio José, Pauliano teria desfrutado a música: “Porque seu olhar não mente e ele diz que você sente saudade de mim”.
Redação












