Diretor do Sintab diz que Câmara de Montadas não escuta categoria e quer impor lei da “Mordaça”

Câmara tenta aprovar de forma pioneira o polêmico projeto de lei “Escola sem Partido”, de autoria do Presidente Cássio Avelino (PSD)

12 de outubro de 2017   

Câmara Municipal de Montadas.

O Projeto de Lei Nº 019 de 11 de setembro de 2017, que institui no âmbito do sistema municipal de ensino o “Programa Escola Sem Partido” vem gerando muita polêmica na Câmara Municipal de Montadas, no agreste do estado. O projeto é de autoria do Presidente Cássio Avelino (PSD) e prevê a fixação em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio de um cartaz impondo que professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias, entre outras privações polêmicas.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Montadas (SINTAB), Marcelo Vieira Costa, se mostrou indignado com a propositura do vereador Cássio Avelino. Marcelo afirmou que se trata da “Lei da Mordaça”, tirando a liberdade de expressão dos professores. “Esse projeto tira o direito de expressão do professor e o poder de questionamento. Professor não impõe. Nós provocamos o aluno, através dos nossos questionamentos. Esse projeto representa a lei do retrocesso e se a câmara de Montadas for pioneira será um passo para trás gigantesco”, apontou Marcelo.

Marcelo também informou que as Comissões deram parecer favorável ao projeto e, segundo ele, o parecer estava pronto. “Esse parecer com certeza já veio pronto. A Câmara não ouviu a categoria e querem aprovar o projeto nas escuras”, denunciou.

O Sintab também usou o portal oficial para repudiar o projeto e o comportamento do presidente Cássio Avelino, que agrediu verbalmente uma professora de Inglês. “O Sintab – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema, vem expressar publicamente o seu repúdio a um Projeto de Lei que contraria a Constituição brasileira e que representa uma ameaça à liberdade de expressão de professores e estudantes no percurso de ensinar e aprender, percurso este que implica em acesso a todas as formas de conhecimento, sem restrições de qualquer natureza. Repudiamos também o comportamento do vereador presidente Cássio Avelino, que agrediu verbalmente uma profissional da área”, disse a nota.

A categoria também informou que estará unida e atenta para as próximas sessões na Câmara de Montadas, promovendo protestos e divulgando os nomes dos vereadores que serão a favor.

Redação.