Presidente do PT-PB chama operação “Lava Jato” de farsa e organização criminosa

Jackson Mâcedo falou sobre a denúncia do site Intercept Brasil, sobre uma conversa entre o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dellagnol, dando conta de interferência no andamento da operação “Lava Jato”.

10 de junho de 2019   

Em entrevista ao Correio Debate, da Rádio Correio FM, o presidente do PT na Paraíba, Jackson Mâcedo, teceu duras críticas às denúncias veiculadas pelo site Intercept Brasil, dando conta de supostas conversas entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador-geral do Ministério Público Federal, Deltan Dellagnol. Segundo a reportagem, ambos tramaram uma possível “interferência política” dos dois na operação “Lava Jato”, com o objetivo de incriminar o PT e prender o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

“A operação ‘Lava Jato’, através do Ministério Público Federal, montou uma Orcrim, uma organização criminosa, para incriminar o PT e prender o presidente Lula. É importante dizer que todas essas denúncias, que vieram de ontem à noite pra cá, é apenas 10% do que o site tem disponível para divulgar para a população brasileira”, disparou.

“Existe um conluio, montado no Ministério Público Federal, o honrado MP F, mas existe aquela parcela que montou uma quadrilha, que tem Sérgio Moro como o seu principal líder. Filiados, dirigentes e simpatizantes, é importante dizer que não é algo comandado pelo partido, a iniciativa foi de pessoas que são solidárias com o ex-presidente Lula”, pontuou o dirigente petista.

Jackson anunciou que o partido realizou um ato “Lula Livre”, nesta segunda-feira(10), em frente à sede do Ministério Público Federal, em João Pessoa, para cobrar imparcialidade da Justiça brasileira. “Uma operação que existe única e exclusivamente para perseguir o nosso partido. Tá comprovando que o juiz, que é o julgador do caso, atuou como acusador, para trabalhar em conluio com outros procuradores, para condenar o presidente Lula”, afirmou Mâcedo.

Redação