Presidente nacional do PSB exige diálogo entre João e Ricardo e “cabeça fria”

Siqueira acrescentou que se houver perdas, o partido irá correr atrás de novos integrantes.

10 de setembro de 2019   

Carlos Siqueira disse que ambos estão errados se não se entenderem (Foto: Divulgação)

A crise instalada no PSB paraibano se inflamou nessa segunda-feira (9) depois da reunião da executiva que nomeou Ricardo Coutinho como presidente da comissão provisória. Diante disso, o presidente nacional do partido exigiu que os dois principais nomes da legenda, o governador João Azevêdo e o ex, Ricardo, se entendam.

O presidente socialista afirmou que se não houver diálogo, ambos estarão cometendo um erro. “Reconheço a crise, mas não apostamos em aprofundá-la. É um erro de um e de outro se não se juntarem para continuarem o trabalho. Apostamos na unidade, não vamos descansar enquanto não formos a exaustão na perspectiva da unidade. Solicitamos que tenham cabeça fria e tratem de se entender”, afirmou.

Debandada no PSB

Com a briga, muitos integrantes já falam em deixar a legenda, que pode enfrentar problemas nas eleições municipais do próximo ano. Mesmo assim, Carlos Siqueira disse não estar assustado com o incêndio no partido.

“Isso não me assusta, sempre acontece no momento de eleição. Prefeitos saem e voltam, sobretudo de pequenas cidades que gostam muito de estar em partidos de governo federal estadual. Não é que eu desvalorize a quantidade, mas preciso avaliar que isso é frenquente, essa saída e chegada”, disse Carlos Siqueira em entrevista concedida à Rádio Band News, de João Pessoa. 

Siqueira acrescentou que se houver perdas, o partido irá correr atrás de novos integrantes. Prefeitos e até o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, ameaçam deixar a sigla.

“Não justifica a saída de ninguém, mas se quiserem sair, vamos tratar de trazer outras pessoas. Nas eleições é que se faz a renovação do partido. Estamos acostumados a enfrentar crises e superá-las e vamos superar mais essa”, ressaltou.

Comparação com religião

Na tentativa de explicar que crises acontecem, ele comparou a política partidária a religiões. “O sistema político precisa ter partidos mais sólidos e que ninguém saia de sua casa política apenas por uma crise que pode ser superada. De repente você está numa religião e vai sair porque o pastor ou o padre cometeu o erro? Não! Você tira o pastor ou o padre e continua na sua religião”, falou.

Redação com ClickPB