Secretário de Educação de CG, sobre projeto de leitura da bíblia nas escolas: “É uma proposta para outras disciplinas”

O projeto, aprovado na Câmara e sancionado pelo executivo, fica determinado a leitura de trechos da bíblia nas escolas de Campina Grande.

11 de setembro de 2019   

Secretário de Educação, Rodolfo Gaudêncio, na Caturité FM. (Foto:Renato Araújo – Se Liga PB)

O Secretário de Educação de Campina Grande, Rodolfo Gaudêncio, falou sobre o polêmico projeto de lei, votado na Câmara e sancionado pelo executivo, que propõe a leitura da bíblia nas escolas da rede municipal de Ensino. O projeto em questão é de autoria do vereador Saulo Noronha(SDD), e gerou uma grande discussão sobre o teor da proposta.

Em entrevista ao RC Notícias, da Rádio Caturité FM, nesta quarta-feira(11), o secretário pontua que a proposta não é impositiva, que tornaria obrigatória dentro das salas de aulas, mas algo opcional. “É uma propositura, que no contexto geral, de aspectos culturais e históricos, se faça utilizaçao de trechos existentes nas sagradas escrituras”, disse, frisando que na Bíblia é possível ver conteúdos de História e Geografia.

“Esse é um entendimento da lei como está exposta”, pontuou, frisando que a lei ainda precisa passar por algumas adequações por parte da SEDUC. “Não se trata da instituição da religião na grade curricular, mas se trata da abordagem de um cultural e histórico, e pertencente à Bíblia”, explica, pontuando que o município não está alterando a base curricular, que vem do Ministério da Educação.

CONCURSO PÚBLICO

O Secretário ainda falou sobre a hipótese da realização de um Concurso Público, para professores da rede básica de ensino. Rodolfo diz que a pasta está realizando um levantamento das vagas que precisam ser preenchidas, e que o procedimento poderá ser estendido para as demais pastas da Prefeitura de Campina Grande.

“O concurso ele decorre da necessidade de vagas, independente do período. Mesmo que se faça o concurso no ano que vem, não há empecilho para a realização das eleições”, afirmou, descartando qualquer possibilidade do certame ser ilegal, já que 2020 é ano de eleições municipais. O gestor não divulgou prazos para divulgação de edital, aplicação de provas e publicação de resultados.

Redação