
QUASE TUDO PARADO – A cidade de Alagoa Nova vive um momento delicado, referente às relações institucionais com o poder legislativo. O prefeito, Aquino Leite (PSDB), disse que foi “obrigado” a paralisar os serviços e responsabiliza o poder legislativo, por parte da oposição, pelo caos instalado recentemente.
Aquino esclareceu que os recursos do município, advindos dos recursos federais e dos programas da União, todos eles vão entrar nas contas, mas a prefeitura não tem a autorização da Câmara de Vereadores de Alagoa Nova, para contrair essas despesas.
O prefeito diz que foi enviado no último dia 2 de Outubro um pedido de suplementação orçamentária ao legislativo, em caráter de urgência, que segundo a lei orgânica do município, prevê que a Câmara deve convocar uma sessão extraordinária.
O prefeito relembrou que quando assumiu a prefeitura de Alagoa Nova encontrou a mesma com todas as negativações possíveis. “Nós levamos um ano para resolver isso, custando muito caro. Só de multas, referentes às informações que não foram prestadas, foram mais de R$ 24 mil reais. Também parcelamos dívidas com INSS. A oposição apostava que a gente não conseguia”, apresentou historicamente.
Recentemente, a prefeitura está negativada mais uma vez “graças à câmara municipal”. O prefeito explica que a Câmara não tem personalidade jurídica própria: “Então as atividades dela ficam atreladas ao CNPJ do município”, disse divulgando uma multa sofrida pela Câmara de R$ 500 reais.
PREJUIZOS:
O prefeito explica que a prefeitura estando com pendências no CAUC fica impedida de receber recursos federais. “Fizemos um grande esforço para conseguir 50 casas pelo programa Nacional de Habitação Rural, aonde em outras gestões foram prometidas várias vezes e ninguém nunca conseguiu. Estamos aguardando o ministério depositar dinheiro para que a caixa econômica possa convocar os municípios a assinarem os contratos”, disse preocupado com a negativação do município.
O prefeito explica que nenhum oficio endereçado à câmara foi respondido, sobre esse assunto. “Isso mostra um comportamento pequeno do presidente da Câmara, o vereador Icaro Teixeira (MDB)”.
POLITICAGEM:
Aquino disse que lamenta as “atitudes pequenas” dos vereadores de oposição, criticando a postura do presidente da casa, Icaro Teixeira.
Ele também disse que essas atitudes envolvem outros projetos do executivo. Ele cita que foi encaminhado ao poder legislativo um projeto de doação para os hospitais da FAP e Napoleão Laureano, que tratam pacientes diagnosticados com câncer. “Um projeto que vem se arrastando, de apenas quatro páginas e nitidamente discutido”, lamentou.
Ele explica que a Câmara tem condições de barrar projetos, pois a bancada oposicionista é composta por seis vereadores, de onze.
RETRUCANDO:
O prefeito de Alagoa Nova disse que a atitude de paralisar as atividades não tem relação com nenhuma denúncia. O chefe do executivo lamentou que a oposição tente confundir as pessoas com argumentos infundados e prejudiciais.
O PEDIDO DE SUPLEMENTAÇÃO
O chefe do executivo explica que em 2018 já havia pedido uma suplementação de 30%. “Nós pedimos, pois iríamos precisar. Todos eles já escutaram de um auditor fiscal do Tribunal de Contas que nenhum município consegue trabalhar com menos de 20% de suplementação e, mesmo assim, para o próximo orçamento eles estão colocando apenas 5%”.
ESPERANÇA:
Aquino Leite disse que espera que na próxima segunda-feira, dia 14, a Câmara consiga votar essa suplementação e os serviços voltem as suas normalidades.
PERSEGUIÇÃO:
O prefeito disse que alguns veículos de comunicação estão a serviço do poder legislativo para perseguir sua administração.
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Redação












