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Psicóloga faz alerta sobre o uso exagerado da tecnologia por crianças e adolescentes

O excesso de uso tecnológico nos leva a refletir sobre as consequências na formação do público infanto-juvenil. O alerta é da psicóloga Raissa Nóbrega, da Hapvida, que defende a imposição de limites, especialmente em relação às crianças.

Raissa ressalta que não tem como lutar contra a tecnologia a qual está entrando no nosso dia a dia. “Então, o que a gente tem que fazer é tirar o bom uso dessa tecnologia. É não deixar que ela não atrapalhe o desenvolvimento das crianças, das nossas relações sociais”, explica.

A psicóloga cita estudos da Organização Mundial de Saúde e a da Sociedade Brasileira de Pediatria, recomendando que criança de zero até dois anos seja proibida de usar aparelhos eletrônicos , seja televisão, smartphone e computador, entre outros equipamentos.

Por sua vez, entre dois anos de idade até os cinco anos, seja apenas uma hora de uso da televisão por exemplo. “A partir dos cinco anos, podem ir liberando ainda de acordo com a supervisão dos pais e prestando a atenção na qualidade de conteúdo que as crianças estão assistindo”, assinala.

Segundo Raissa Nóbrega, o consumo diário excessivo de telas nas mídias pode causar prejuízo no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

“Pode atrapalhar tanto o desenvolvimento do próprio cérebro, porque o nosso cérebro só atinge o processo de maturação por volta dos vinte anos de idade. Até lá, o cérebro precisa estar sendo formado. Para se formar – forma as conexões neuronais – ele precisa de muitos estímulos. E nada mais saudável do que o estímulo da vida real”, afirma a especialista, citando a convivência com os outros.

A psicóloga ainda reforça que, se não é possível tirar as telas da crianças, que se possa oferecer uma qualidade na nossa presença também. “Já que a criança não passe muito tempo nas telas e que isso não atrapalhe o desenvolvimento dela. Porque vai chegar um tempo que as áreas do cérebro não foram estimuladas e poderão ser eliminadas nesse processo”, enfatiza Raissa Nóbrega.

A especialista compara , por fim, as áreas do cérebro aos músculos que se atrofiam. A causa da atrofia muscular por desuso é a falta de atividade física, ou seja, os músculos não são usados o suficiente. “Se não malhar, os músculos atrofiam”, conclui a psicóloga.

Assessoria

Redação

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