Psicólogo Clínico de Matinhas fala sobre o Abril Azul, saiba e entenda mais sobre o Autismo

“O autismo vem sendo estudado já em média de cem anos, só que há um crescente número de crianças hoje em dia sendo diagnosticada e muitas vezes sendo diagnosticada da forma errada”, disse Raif Nóbrega.

Publicado: 08/04/2022

PSICÓLOGO CLÍNICO DA PREFEITURA DE MATINHAS, RAIF NÓBREGA. (FOTO: SE LIGA PB)

 O psicólogo clínico da prefeitura de Matinhas, Raif Nóbrega, em entrevista ao Programa Se Liga PB, na manhã desta sexta-feira, 08, falou sobre o Abril Azul que tem como temática o Transtorno do Espectro Autista (TEA), levando para a sociedade um maior conhecimento e conscientização sobre o assunto.

O psicólogo disse que o TEA faz parte do neurodesenvolvimento da criança, que através de sintomas se engloba ao Autismo, e lembrou que o problema tem tratamento, mas não possui cura, uma vez que, a criança já nasce com ele. Segundo Raif, o autismo não tem causas específicas, o que existe é uma tendência científica que diz que alguns fatores ambientais, genéticos e sociais da criança, assim como também os cuidados no pré-natal da gestante, podem influenciar.

 “O autismo vem sendo estudado já em média de cem anos, só que há um crescente número de crianças hoje em dia sendo diagnosticada, e muitas vezes, sendo diagnosticada da forma errada”, disse.

Raif falou da importância do debate sobre o tema e destacou que muito se fala em autismo, mas é preciso entender que o diagnostico leva em média 6 meses, ou de 1 a 2 anos, porque é necessária uma avaliação sistemática a partir dos pais, cuidadores, professores e especialistas para um diagnóstico exato.

“Crianças são tidas como autistas e muitas vezes não são. É um tema que se encontra em alta e vem no mês de abril trabalhar o assunto, mas é preciso ter muito cuidado em saber diagnosticar e a quem buscar ajuda”, contou.

O psicólogo explicou alguns sinais que podem acender um alerta para os pais, e pontuou a atenção em crianças com menos de 3 anos de idade. Ele citou sinais e disse que o comportamento do autismo se dá por meio de certas dificuldades na interação social, onde a criança não consegue expressar suas emoções, em visualizar olho a olho, na fala e na linguagem, por meio da comunicação verbal e não verbal, dificuldade em adaptação a rotinas, dentre outras.

 “A partir dessas observações já precisa se ter um pouco de atenção e buscar profissionais especializados para possivelmente fazer essa observação sistemática e saber se é realmente autismo”, explicou.

Raif também explicou que o autismo possui vários graus: o leve, onde a criança tem mais facilidade em se relacionar; o moderado, que talvez já precise de um auxílio; e o grave, quando a criança precisa de medicamentos, terapia ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo.

“’A criança autista, dependendo do grau, é altamente inteligente, só que ela não consegue expressar e internalizar. Ela tem sua própria comunicação, e a família precisa ser trabalhada junto aos profissionais, para que se adapte à rotina dela e a esses comportamentos”, ressaltou.

Ele frisou que o diagnóstico é feito por meio de uma equipe multidisciplinar formada por psicólogo, neuropediatra, psiquiatra, fonoaudiólogo e dependendo do caso, fisioterapeuta.

Na ocasião o psicólogo clínico comentou sobre a Lei Berenice Piano, que reforça a garantia dos direitos da criança autista.

“É de suma importância falar dessa lei porque ela vai estar envolvida na questão escolar. Toda criança tem direito a Educação. É de suma importância a rede escolar, acadêmica, nós sociedade, estarmos instruídos, informados sobre essas crianças e adultos, para que sejam quebrados rótulos e preconceitos”, finalizou.

Redação

COMPARTILHE AGORA

OUTRAS NOTÍCIAS