O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta quinta-feira (19), a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo do Estado de São Paulo. O anúncio ocorreu durante evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, local que o presidente descreveu como simbólico para sua trajetória política e para a construção da democracia brasileira.
Haddad deve deixar o comando da equipe econômica nesta sexta-feira (20) para se dedicar integralmente à disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Durante o pronunciamento, Lula justificou a escolha de Haddad como uma necessidade estratégica diante da gravidade da situação política nacional e mundial. Segundo o presidente, a decisão de lançar nomes fortes em estados e cidades é uma forma de evitar que a democracia seja entregue a grupos que ele classificou como “fascistas”. Lula destacou que a omissão política poderia permitir que aqueles que “fizeram um estrago muito grande” no país retornassem ao poder.
O movimento faz parte de uma estratégia para as eleições de 2026. O presidente busca consolidar um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país para pavimentar sua própria campanha à reeleição, visando enfrentar seu principal adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Balanço da gestão na Fazenda e articulação política
Ao exaltar a figura de seu ministro, Lula classificou Fernando Haddad como o “ministro da Fazenda mais exitoso que este país já teve”. O presidente utilizou uma analogia esportiva para elogiar o desempenho do auxiliar, afirmando que, se fosse um técnico de futebol, o aproveitamento de vitórias de Haddad seria de quase 80%.
Lula ressaltou a “capacidade negocial” de Haddad junto ao Congresso Nacional, definindo-a como “acima da média”. Apesar dos elogios à condução econômica, o presidente ponderou sobre o cenário atual:
Percepção Social: Lula afirmou que, embora a situação econômica seja considerada boa pelo governo, a percepção da sociedade ainda não reflete esse otimismo.
Necessidade de Avanço: O presidente enfatizou que é preciso “fazer mais” para que os resultados econômicos sejam sentidos pela população.
Estrutura da campanha
Fernando Haddad foi convencido a disputar o governo paulista pelo próprio Lula, após manifestar inicialmente o desejo de coordenar a campanha de reeleição do presidente. A cerimônia em São Bernardo do Campo contou com a presença de lideranças importantes da legenda, como o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o presidente do diretório estadual, deputado federal Kiko Celeguim.
O evento reforçou o papel do Sindicato dos Metalúrgicos como o berço político do PT e espaço de plenitude democrática, servindo de ponto de partida para a tentativa do partido de retomar o protagonismo no estado de São Paulo.
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