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“Queria enterrar e me despedir dela. Sophia ficou sem justiça”, desabafa mãe de menina desaparecida em Bananeiras

O caso Ana Sophia aconteceu no distrito de Roma, em Bananeiras, Brejo paraibano.

Publicado: 03/05/2024

FOTO: REPRODUÇÃO

“Queria enterrar minha menina e me despedir dela. Sophia ficou sem justiça”. A fala, concedida em meio ao choro, foi feita nesta sexta-feira (3) por Maria do Socorro Nobre Gomes, mãe da menina Ana Sophia, desaparecida desde julho de 2023.

O caso Ana Sophia aconteceu no distrito de Roma, em Bananeiras, Brejo paraibano. O principal suspeito do desaparecimento da menina é Tiago Fontes Silva da Rocha, encontrado morto em novembro de 2023.

A mãe de Ana Sophia relatou o momento difícil que vem passando. Na entrevista, ela não resistiu e chorou ao relembrar que passará o primeiro Dia das Mães sem Sophia.

“Muito difícil. Eu queria enterrar minha menina e ter a chance de me despedir dela. Sophia ficou sem justiça. Para mim não teve justiça. Dia das Mães para mim não existe mais. Eu só peço justiça”, falou Maria do Socorro.

Caso Ana Sophia foi encerrado; família não pôde enterrar menina

Nessa quinta-feira (2), a Polícia Civil da Paraíba deu o caso Ana Sophia como oficialmente encerrado. Para a polícia, não restam dúvidas de que Tiago Fontes matou Ana Sophia e ocultou seu corpo. Dois meses depois, cometeu suicídio por enforcamento.

Em comunicado, a polícia informou que as investigações foram pautadas em análises técnicas de vestígios digitais, realizadas pela Unintelpol/PCPB. Também houveram perícias técnico-científicas feitas pelo Instituto de Polícia Científica da Polícia Civil, provas testemunhais, análise de imagens de câmeras de vigilância realizada pelos investigadores e outras diligências realizadas pelas equipes do Núcleo de Homicídios da 21ª Delegacia Seccional (sede em Solânea) e equipes de reforço.

Com base nas investigações, a Polícia Civil afirmou que comprovou que Tiago Fontes, meses antes do crime, já planejava detalhes da execução do homicídio. Ele pesquisou sobre “partes íntimas” de meninas e “mortes por esganadura” de crianças com a mesma idade de Ana Sophia.

Além disso, a polícia afirmou que após o desaparecimento da criança, o assassino passou a pesquisar métodos para ocultar o cadáver, utilizando termos de pesquisa em site de busca na rede mundial de computadores da seguinte forma: “como descartar cadáver de forma permanente” e “fases de decomposição cadavérica”.

“Tiago detinha razoável conhecimento tecnológico, conforme constataram as análises da Unintelpol/PCPB. Ele possuía várias contas de e-mails e formatava com frequência seu aparelho celular. Nas redes sociais, Tiago costumava acessar perfis de meninas na mesma faixa etária de Ana Sophia”, informou a Polícia Civil.

A rotina de Tiago também foi investigada pelas equipes envolvidas no caso. No dia do crime, ele mudou a rota que fazia sempre de casa para o trabalho e demorou duas horas a mais para seu retorno.

Até esta sexta-feira (3) o corpo de Ana Sophia não foi localizado. Assim, a famílias não teve a possiblidade de enterrar e se despedir de Ana Sophia.

Redação com ClickPB

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