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RC nega acerto com PP em reunião com Daniella e diz que oposição só serve para salvar Cássio

Governador Ricardo Coutinho concedeu entrevista durante solenidades nas áreas de educação e segurança (Foto: Walla Santos)

Nada de diálogo político visando uma aliança entre PSB e PP para as eleições deste ano. De acordo com o governador Ricardo Coutinho (PSB), nesta quarta-feira (4), o encontro entre ele e a deputada Daniella Ribeiro (PP) se ateve a pauta da segurança pública, como de fato foi solicitado meses atrás pela parlamentar. Porém, investimentos na segurança pública e, mais especificamente, ações para Campina Grande – reduto da família Ribeiro – podem ser classificados como afago aos progressistas.

O PP vem sendo assediado pelo PSB para compor a chapa de João Azevêdo, o governador analisou a possibilidade de aliança. “Eu acho que essa pergunta não deveria ser feita a mim, deveria ser feita, naturalmente, a deputada Daniella ou João Azevêdo. O PP tem sua autonomia, tem sua visão de estado, e, evidentemente, sabe como toda pessoa de bom senso saber, que a Paraíba hoje está melhor do que era quando eu assumi o governo”, declarou; deixando claro que o comando decisivo sobre as alianças está a cargo de João Azevêdo.

“Foi uma pauta sobre segurança, com mais de 22 entidades empresariais de Campina Grande. Foi uma oportunidade muito boa para que a gente pudesse demonstrar a trajetória da segurança na Paraíba desde o ano 2000. Esse tema preocupa muito a Paraíba porque houve muita omissão e irresponsabilidade durante alguns anos, e todo mundo sabe do que estou falando. Foi uma oportunidade também de dizer as entidades que já disponibilizei R$ 2,5 milhões para investimento em inteligência em segurança”, afirmou Ricardo.

Campina Grande também deve receber o maior número dos soldados aprovados no concurso da Polícia Militar, informou o socialista. “Só poderei contratar quando tiver ciência e consciência de como fica a relação entre poderes. Qual a posição do STF. Porque se for para ter orçamento feito por decisão e não pelo resultado da economia fica muito difícil governar”, pontuou.

Ricardo classificou o diálogo como bastante produtivo. Questionado acerca de tratativas que envolvessem uma possível aliança entre PSB e PP para as eleições deste ano, Ricardo foi direto: “Não houve não”.

Há a expectativa de que Daniella Ribeiro ocupe a segunda vaga ao Senado Federal que está aberta na chapa encabeçada por João Azevêdo (PSB).

Relação com Lira e oposição só servir para salvar Cássio

De acordo com Ricardo, o senador Raimundo Lira nunca esteve distante dele. “É um senador que sempre tentou ajudar o estado, então nunca estivemos distantes, nem quando ele erroneamente escolheu um partido. E eu disse a ele que não me parecia uma alternativa boa para ele, mas ele arriscou e escolheu um lado, através desse partido, que é óbvio, seria derrubado”, disse.

A oposição existe para tentar salvar o senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Foi isso que sinalizou Ricardo, ao endurecer o discurso. “A oposição existe hoje para tentar salvar uma pessoa. A oposição não funciona em função de um projeto. E essa pessoa tem manipulado, até então com vitórias, todos esses que estão ao seu redor”, disparou.

O gestor sugeriu que Cássio despreza a pré-candidatura de Lucélio Cartaxo (PV), e sequer acompanha massivamente o postulante ao Palácio da Redenção. “Não chega nem perto. Ao defenestrar Lira queriam um companheiro de chapa extremamente frágil, e conseguiu”, afirmou.

O análise política feita por Ricardo é que, ao apoiar o Lucélio para governador, o tucano queria se livrar de outro concorrente para o Senado – e o isolou na disputa ao Governo do Estado. “Ou seja, é um interesse pessoal de tentar se salvar, até porque sua situação é bastante delicada”, comentou.

Alfinetando a candidatura da oposição, o governador afirmou que a pré-candidatura de Lucélio Cartaxo “é um esforço sobre-humano e é fora da lógica”.

Apoio do PDT

Lígia Feliciano (PDT) segue com sua campanha como pré-candidata ao Governo do Estado, inclusive sendo lançada oficialmente durante visita do presidenciável de sua sigla, Ciro Gomes (PDT) e o presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Nos bastidores ainda comentam que o PDT pode recuar e apoiar João. O socialista não vê barreiras para isso, e deixou tudo em aberto.

“Eu acho que tem que perguntar isso a Lígia, eu só sei que muita coisa vai acontecer, é a única coisa que sei. Tem muitos arranjos que estão colocados e que talvez não estejam presentes daqui a algum tempo”, avaliou.

Blog do Gordinho

Redação

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