Ricardo Coutinho confirma projeto para deputado federal e afirma que novos nomes devem ocupar espaços na política paraibana

Ricardo Coutinho participou do Se Liga PB, neste sábado (1º).

Publicado: 01/08/2026

FOTO: SE LIGA PB



O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal, Ricardo Coutinho, participou neste sábado (1º) do programa Se Liga PB, onde fez uma ampla avaliação sobre política, investimentos, segurança pública e os desafios do Estado. Durante a entrevista, ele também defendeu a renovação das lideranças políticas e criticou o atual modelo de distribuição de recursos por meio das emendas parlamentares.

Ao comentar sua passagem por Esperança, Ricardo destacou obras realizadas durante sua gestão e o potencial econômico da região, a exemplo da rodovia da batatinha e o incentivo a avicultura.

Segundo o ex-governador, o desenvolvimento depende da participação popular nas decisões sobre os investimentos públicos.

“Os investimentos eram profundamente debatidos com o povo. As pessoas sabem escolher quando participam coletivamente. Isso fraquejou muito ao longo dos anos. A política passou a se sobrepor à participação popular”, afirmou.

Sobre seu retorno a vida pública, Coutinho afirmou que pretende abrir espaço para novas lideranças e elogiou o nome de Flávio Brasileiro como representante dessa renovação.

“Eu acho a presença de Flávio Brasileiro muito importante nesse cenário. É um cara com experiência administrativa. Daqui a pouco eu não poderei, nem devo, estar ocupando espaços. Quero que esses espaços sejam ocupados por gente que venha atrás de mim”, disse.

Durante a entrevista, o ex-governador também fez duras críticas ao atual sistema de emendas parlamentares impositivas, afirmando que o mecanismo fragilizou a democracia.

“Depois que inventaram isso, os parlamentares passaram a não respeitar a pressão da opinião pública. Eles votam os maiores absurdos porque a reeleição deles está ligada à quantidade de dinheiro das emendas. A democracia está ficando fragilizada”, argumentou.

Ricardo também fez cobranças por mais investimentos e comparou o orçamento estadual de sua última gestão com o atual. Ele questionou a falta de obras estruturantes executadas com recursos próprios.

“No meu último ano de governo, o orçamento do Estado era de R$ 10 bilhões. Hoje passa de R$ 27 bilhões. Por que você não consegue ver uma grande obra feita com recursos próprios?”, criticou.

Ele também defendeu investimentos para ampliar o abastecimento de água em Esperança.

“Não é falta de água. Camará tem água. Falta expandir a rede, construir mais um reservatório e pensar um novo ramal ligando a Transposição do São Francisco a Campina Grande”, acrescentou.

Outro tema abordado foi a segurança pública. Ricardo afirmou que a ocupação dos territórios pelo crime ocorre diante da ausência do Estado. Como proposta, o ex-governador defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, a criação de um Ministério da Segurança e a implantação de um piso salarial nacional para policiais civis, militares e penais.

Ricardo também afirmou que a violência não será combatida apenas com ações policiais e defendeu investimentos em políticas sociais e culturais.

Ao encerrar o tema, o ex-governador avaliou que houve descontinuidade das políticas de segurança implantadas em sua gestão.

“Na Paraíba, faltou coragem. Se desarticulou tudo aquilo que nós conseguimos fazer. O resultado está aí. Hoje todo mundo tem medo de andar nas ruas à noite”, concluiu.

Redação



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