Será o 421º Clássico dos Maiorais. E 39 títulos conquistados. A rivalidade é histórica e atravessa gerações. Um confronto marcado por disputas, muitos gols, duelos emocionantes, quebra de tabus, vitórias, derrotas e provocações. Quando Campinense e Treze se enfrentam, Campina Grande para. O Clássico dos Maiorais movimenta toda a cidade. E o próximo vale muito. Mais que três pontos. O topo da tabela.
Considerada por muitos a maior rivalidade do interior brasileiro, Treze e Campinense entram em campo neste domingo (07), às 18h, para medir forças pela 6ª rodada do Campeonato Paraibano 2026. E protagonizarem mais um duelo de arrepiar e mexer com nervos e coração dos torcedores. Mais que um duelo entre Raposa e Galo, que deve acirrar ainda mais a rivalidade histórica, a partida vale a liderança da competição. Quem vencer o clássico, dará um grande passo para a classificação das semifinais do Estadual, e ficará próximo de disputar o título.
O Treze é o líder do Campeonato Paraibano, com nove pontos conquistados. Até aqui foram três vitórias (Serra Branca, Pombal e Confiança-PB) e duas derrotas (Atlético-PB e Sousa). O Galo vem de vitória no último domingo, contra o Confiança-PB, por 1 a 0.
Já o Campinense, que precisa chegar na final para garantir calendário para 2027, vem de uma vitória maiúscula no último sábado, no Clássico Emoção, contra o Botafogo-PB, pelo placar de 4 a 1. Ocupando a 4ª colocação na tabela, com oito pontos conquistados, a Raposa tem duas vitórias (Atlético-PB e Botafogo-PB) , dois empates (Pombal e Confiança-PB) e uma derrota para o Nacional de Patos.
Histórico do Clássico dos Maiorais
A rivalidade entre Campinense e Treze ultrapassa 70 anos. Entre jogos do Campeonato Paraibano, campeonatos nacionais e regionais, Treze e Campinense se enfrentaram em 420 jogos. O Galo leva vantagem: são 143 vitórias contra 113 da Raposa, além de 167 dérbis que terminaram empatados. Em relação aos gols, o Alvinegro marcou 462, enquanto o Rubro-Negro balançou as redes 410 vezes. Outras estatísticas divergem desse número de gols.
Quando se fala nos últimos 11 Clássico dos Maiorais, o equilíbrio se sobressai. Dentro desse recorte, são quatro vitórias da Raposa e três vitórias para o Galo, enquanto que o empate prevaleceu em quatro ocasiões.
Na última vez que se encontram no Amigão, no Estadual do ano passado, o rubro-negro levou a melhor e venceu o maior rival por 2 x 0. Foi a revanche do Campinense, visto que no duelo de 2024, o Treze venceu por 3 a 0.
Historicamente, Galo e Raposa fizeram grandes jogos. Alguns memoráveis. Épicos. O primeiro dérbi, disputado no longínquo ano de 1955, terminou com vitória do Galo por 3 a 0, no Presidente Vargas, mas esse foi apenas o início de um dos grandes capítulos da história do futebol paraibano.
O ano de 1969 foi aquele em que as duas equipes mais jogaram entre si, totalizando 16 vezes. Nos 20 primeiros anos de rivalidade, os embates aconteceram no Estádio Plínio Lemos e no Estádio Presidente Vargas. A partir de 1975, no ano de inauguração do Estádio Amigão, trezeanos e raposeiros puderam acompanhar a história dos Maiorais ser construída.
Os embates acalorados entre Treze e Campinense ao longo das décadas fez com que o país inteiro também conhecesse o poder desse jogo e a capacidade que os times têm de levar multidões aos estádios e também promover grandes espetáculos.
Em campo são 39 títulos do Estadual. O Campinense já foi campeão paraibano 22 vezes, enquanto que o Treze levantou a taça em 17 ocasiões.
O Clássico dos Maiorais de número 421 promete ser mais um capítulo marcado por muita rivalidade no campo e festa nas arquibancadas onde cerca de 15 mil torcedores devem comparecer ao estádio.
Os dois times devem entrar em campo com a força máxima. Os treinadores poderão escalar o que tem de melhor.
Prováveis escalações
Treze: Rodolfo, Ryan, Ítalo Melo, Yan e Luan; Wilker, Marquinhos e Thiago Alagoano; Pedro Igor, Silvano e Lucas Vieira. Técnico: Roberto Fernandes.
Campinense: Wallace, Augusto Potiguar, Gabriel Yanno, Franklin e Fernando Júnior; Lídio, Emerson e Everton Heleno; Vitinho, Miguel Vinícius e Joãozinho. Técnico: Evaristo Piza.
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