O vereador de Cubati, Ramalho Silva, em entrevista ao Programa Se Liga PB, na tarde deste sábado (25), chamou o prefeito Ribeiro de “ditador”, e disse que a população tem medo de represálias.
Segundo o parlamentar, a cidade vive um regime de insegurança e descasos, inclusive com ocasiões de agressividade por parte do prefeito Ribeiro, que responde na justiça por agressão física e verbal a um funcionário. As agressões teriam acontecido por mais de uma vez. Ribeiro também ameaçou, durante uma live, esfregar a cara de um ex-vereador na lama, que fez um vídeo pedindo que a gestão tomasse providências com um Rio que estava prejudicando a população.
“Infelizmente essa característica de agressão sempre teve. Em Cubati está implantado o medo. As pessoas estão sofrendo, e se denunciar pode ser perseguido. É a gestão do medo, do cabresto. Em Cubati existe uma ditadura, temos um prefeito ditador “, afirmou.
O vereador disse ainda que para conversar com o prefeito tem que passar por uma triagem, e que as pessoas não têm liberdade, ficam silenciadas, sofrendo e sendo humilhadas.
“Se tem medo de ameaças, quando for no próximo ano não vote, é o único modo de nos vermos livres desse tipo de ditadura”, destacou.
O parlamentar ainda comentou sobre as atualizações do caso da criança autista que veio a óbito em uma UBS da cidade, no último dia 17, e contou que está a acompanhando o caso desde o início, e acredita que o intuito da gestão era abafar o assunto, uma vez que até o momento da denúncia feita no Se Liga PB, não houve nenhum posicionamento por parte da Secretaria de Saúde, o posicionamento só aconteceu dias após o ocorrido e diante de muita pressão.
“Para a infelicidade deles eu dei a entrevista sábado aqui, se não estaria abafado até hoje. A Câmara não se pronunciou em nada e o presidente é irmão do prefeito”, disse.
Ramalho pontuou que o inquérito para apuração da morte do garoto já está em andamento, e o delegado que atende em Cubati e em Soledade, Dr Joaldo, se mostrou bastante solícito e interessado nas investigações. Ele disse que a OAB entrou em contato e se prontificou em acompanhar o caso de perto, e a enviar ofícios ao Ministério Público, para que as investigações aconteçam da melhor forma possível.
“Estamos tendo apoio de várias pessoas. O inquérito já foi aberto, agora vamos esperar que o delegado conclua esse inquérito, depois envie ao Ministério Público, para que se tomem as providencias. Se houve negligência os envolvidos precisam ser punidos’, pontuou.
Redação










