Vídeo: corretora desaparece há quase um mês após descer ao subsolo para verificar falta de luz em Goiás

Desaparecimento de corretora completa quase um mês. Daiane Alves foi vistoriar a rede elétrica no subsolo e não retornou. Veja as últimas imagens.

Publicado: 15/01/2026

Fotos: Reprodução/Internet



A corretora de imóveis, Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas, na região sul de Goiás. Ela foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro da cidade, no dia 17 de dezembro. Nesta terça-feira (13), em entrevista ao g1, a mãe da mulher cobrou sobre o paradeiro da filha.

Nilse Alves Pontes, de 61 anos, contou que Daiane foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz. As imagens de câmeras de segurança chegaram a filmar a corretora por volta das 19h, pouco antes do desaparecimento. Na gravação, ela entra na cabine enquanto grava um vídeo para uma amiga, sai em seguida e não retorna mais.

Veja:

No entanto, segundo a família, não há registros de Daiane saindo do prédio e nem voltando ao apartamento. Ela foi ao subsolo usando uma bermuda e chinelos, mas deixou os óculos de grau e os pertences em casa. “A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela”, relatou a mãe.

Ao portal da Globo, o delegado Alex Miller informou que há uma investigação em andamento. “São várias hipóteses investigativas, não sendo possível descartar nenhuma”, declarou.

Daiane é natural de Uberlândia (MG), mas mora em Caldas Novas há cerca de dois anos. Nilse explicou que a filha é responsável por cuidar de seis apartamentos da família na cidade turística, com procuração para administrar locações.

O desaparecimento

Nilse relatou que tinha combinado com Daiane de chegar em Goiás no dia 18 de dezembro, um dia antes da filha desaparecer. A última conversa entre as duas aconteceu na manhã do dia 17 para discutirem questões de locação para o Natal e a virada do ano. Ao chegar ao apartamento, porém, Nilse não encontrou Daiane.

A porta estava trancada, mas ela não foi localizada. A filha da corretora, de 17 anos, também chegou pouco depois e não a encontrou, o que deu início às buscas. Na mesma noite, a família registrou um boletim de ocorrência.

Cartaz sobre o desaparecimento de Daiane (Foto: Foto: Divulgação/Polícia Civil)

De acordo com a mãe, a corretora filmou o apartamento sem luz e enviou os vídeos para uma amiga, dizendo que iria religar o padrão de energia, localizado no subsolo do prédio. É neste momento que Daiane aparece no elevador, mexendo no celular, enquanto conversa. Depois, ela passa pela portaria, fala com o recepcionista sobre o problema e retorna ao elevador para ir ao seu destino.

Nilse destacou que o vídeo gravado pela filha sequer foi enviado à amiga, como se a gravação tivesse sido interrompida de forma repentina. Ela revelou, ainda, que Daiane tinha desavenças com pessoas do prédio: “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na Justiça de Caldas”.

Ela também informou que a corretora é solteira e não teve nenhum relacionamento recente. Além disso, foi dito que polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que não houve transações na conta dela após o desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio foram realizadas e não houve mais sinal no celular da mulher.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato da porta do apartamento ter sido deixada aberta por Daiane, mas encontrada trancada. “É um mistério”, admitiu Nilse. Ela desabafou que tem ficado cada vez mais angustiada por não saber o paradeiro de Daiane e pela falta de respostas.

Registro da última vez em que a corretora foi vista (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Ela contou que está pagando um carro de som para circular pela cidade e cobrar providências das autoridades. Uma manifestação também foi realizada em Caldas Novas e outra está marcada em Uberlândia, na Praça Tubal Vilela, para sábado (17), às 16h. A data marca um mês do desaparecimento da corretora.

“Uma cidade 100% turística, como Caldas Novas, como uma pessoa pode desaparecer sem deixar nenhum sinal? Eu não tenho mais para onde procurar, a não ser buscar a mídia e as autoridades”, declarou Nilse.

Por

Thamyris Couto | Hugo Gloss



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