Vídeo | Filho intervém e impede pai de agredir mãe em via pública no DF

Vídeo de câmeras de segurança em Samambaia (DF) mostra jovem enfrentando o próprio pai para defender a mãe durante agressão em via pública; cena com criança tapando ouvidos gera comoção nacional.

Publicado: 14/02/2026

Foto: Reprodução



Um vídeo registrado por câmeras de segurança em Samambaia, região administrativa do Distrito Federal, capturou uma cena de violência doméstica que ocorreu em plena via pública e rapidamente viralizou nas redes sociais. As imagens mostram um homem agredindo fisicamente a companheira ao lado do veículo da família, em uma rua residencial, na presença dos filhos do casal.

Assista:

A agressão foi interrompida pela intervenção do filho mais velho, que partiu para cima do pai em luta corporal na tentativa de proteger a mãe. Durante o confronto, a mulher tenta, em determinado momento, defender o jovem, mas acaba sendo atingida novamente. A insistência do filho resulta na separação do agressor, cessando as agressões naquele instante.

Cena chocante expõe trauma em criança

Uma das imagens mais impactantes do registro mostra uma criança pequena, que testemunha toda a confusão, tapando os ouvidos com as mãos em meio ao desespero. Especialistas em psicologia infantil alertam que crianças expostas a episódios de violência doméstica podem desenvolver traumas psicológicos graves e duradouros, incluindo ansiedade, medo crônico, baixa autoestima e dificuldades de relacionamento futuro.

A presença de menores durante episódios de agressão familiar é considerada agravante em processos judiciais e reforça a necessidade de proteção integral à infância e adolescência prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Repercussão nas redes sociais

O vídeo rapidamente se espalhou pelas plataformas digitais, gerando comoção e debates acalorados. Comentários de internautas destacaram tanto o sofrimento da criança quanto a atitude do jovem que enfrentou o pai.

“Tadinha da menina tampando os ouvidos, imagina como vão crescer esses filhos traumatizados!”, escreveu uma usuária. Outro internauta afirmou: “O filho, ensinando ao pai, o que é ser um homem de verdade”.

A comoção pública reacendeu discussões sobre a naturalização da violência doméstica e a importância de romper o ciclo de agressões dentro do núcleo familiar.

Identificação do agressor e histórico

O homem identificado como autor das agressões é Gabriel da Silva Teixeira. Informações preliminares indicam que ele possui histórico criminal relacionado à violência contra mulheres, o que pode ser considerado pela autoridade policial durante a investigação.

A Polícia Civil do Distrito Federal foi acionada e deve apurar o caso, verificando as circunstâncias, possíveis lesões corporais e a necessidade de medidas protetivas em favor da vítima e dos filhos.

Impacto psicológico da violência doméstica

Profissionais da área de saúde mental reforçam que a violência doméstica não afeta apenas a vítima direta. Crianças e adolescentes que presenciam agressões repetidas ou graves apresentam maior risco de transtornos de estresse pós-traumático, depressão e comportamentos agressivos na vida adulta.

A exposição precoce à violência normaliza padrões abusivos e pode perpetuar o ciclo intergeracional de agressões, tornando essencial o acolhimento psicológico às vítimas indiretas – os filhos.

Como denunciar casos de violência

No Distrito Federal e em todo o Brasil, casos de violência doméstica e familiar podem ser denunciados de forma imediata à Polícia Militar pelo número 190. A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, oferece atendimento 24 horas, com possibilidade de denúncia anônima e orientação sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

A denúncia é fundamental para interromper o ciclo de violência e garantir a segurança das vítimas e de seus dependentes.

Contexto nacional da violência de gênero

O episódio em Samambaia se soma a milhares de registros anuais de violência doméstica no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, apesar dos avanços legislativos, a subnotificação ainda é alta, especialmente em casos que ocorrem no ambiente familiar.

Casos flagrados em vias públicas, como este, tendem a ganhar maior visibilidade e pressionar por respostas mais rápidas das autoridades.

Necessidade de políticas preventivas

Especialistas defendem que, além da repressão, é urgente investir em políticas públicas de prevenção, incluindo educação nas escolas sobre relacionamentos saudáveis, capacitação de profissionais de saúde para identificar sinais de violência e ampliação de redes de acolhimento às vítimas.

A atitude do jovem que interveio fisicamente, embora corajosa, também expõe os riscos de que familiares – especialmente filhos – se coloquem em situações de confronto direto com o agressor.

O caso segue sob investigação e reforça a importância de romper o silêncio em torno da violência doméstica, que continua sendo um dos principais desafios de segurança e direitos humanos no Brasil.

© SeLigaPB
Por

Redação



COMPARTILHE AGORA

OUTRAS NOTÍCIAS

×
Rolar para o topo
Ativar Notificações OK Não, obrigado.