Vídeo | Homem com tornozeleira é executado com mais de 40 tiros em granja na Paraíba

Edson Gomes da Silva, 42 anos, foi assassinado sem chance de defesa em granja rural. Criminosos renderam caseiros e fugiram sem levar nada. Entenda o que a polícia já apurou.

Publicado: 16/02/2026

Fotos: Reprodução



Quatro homens encapuzados invadiram uma granja na zona rural da Paraíba na madrugada deste domingo (16 de fevereiro de 2026) e executaram Edson Gomes da Silva, de 42 anos, com mais de 40 disparos de arma de fogo. O crime ocorreu no Sítio Geraldo, entre os municípios de São Sebastião de Lagoa de Roça e Alagoa Nova. A vítima usava tornozeleira eletrônica e possuía extenso histórico criminal.

A invasão e a execução

Os criminosos chegaram por volta das 5h em um veículo e renderam inicialmente os caseiros da propriedade. Eles perguntaram especificamente pela vítima, forçando o casal a indicar onde Edson estava. Depois de quebrar a porta da residência, invadiram o quarto onde a vítima dormia. Mais de 40 disparos foram efetuados, de diferentes calibres, deixando o corpo sentado na cama, sem qualquer chance de defesa.

Assista:

A cena do crime apresentava objetos revirados e marcas de sangue nas paredes. A perícia ainda trabalhava na contagem exata dos tiros horas depois da ocorrência. Nada foi levado: o veículo da vítima permaneceu com a chave na ignição, e dinheiro e celular também ficaram no local.

Contexto e histórico da vítima

Edson Gomes da Silva era natural de João Pessoa e proprietário da granja há pelo menos 13 anos, mas passou a frequentá-la com regularidade somente nos últimos seis meses, período em que se instalou no local usando a tornozeleira eletrônica. Ele havia cumprido pena em João Pessoa e respondia a processo por homicídio, além de ser suspeito em outros crimes graves.

O delegado Tadeu Maia, responsável pelas investigações, classificou o ato como uma execução clara, possivelmente um acerto de contas ligado às atividades criminosas da vítima.

“Houve agressão física antes, mas talvez não configure tortura propriamente dita”, explicou o delegado.

Repercussão e depoimentos

Testemunhas relataram nervosismo durante a ação. Uma delas afirmou que os criminosos inicialmente disseram que “não iam mexer” com o casal, mas depois executaram a vítima. “Pra mim, ele era uma boa pessoa, tudo direitinho aqui”, disse a testemunha, que estimou entre três e quatro homens envolvidos, sem conseguir identificar rostos por causa da emoção e da encapuzamento.

O 15º Batalhão de Polícia Militar foi acionado às 7h10 e isolou a área. A Polícia Civil segue colhendo elementos com a perícia para avançar na identificação dos autores.

Impacto na região

O crime reforça a preocupação com a violência na zona rural do Agreste paraibano, onde disputas criminosas podem resultar em execuções brutais. A brutalidade – com dezenas de tiros e sem roubo aparente – indica motivação pessoal ou de grupos organizados, afetando a sensação de segurança em comunidades agrícolas próximas a Campina Grande.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil trabalha com a hipótese principal de acerto de contas e deve ouvir mais testemunhas nos próximos dias. A análise balística das cápsulas e projéteis encontrados no local será essencial para identificar as armas utilizadas e possíveis conexões com outros crimes. O caso permanece em andamento.

Por

Redação



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