Um homem foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (30 de janeiro de 2026) em Campina Grande (PB) acusado de ameaçar, perseguir e descumprir reiteradamente medidas protetivas de urgência em desfavor da ex-companheira. A prisão foi realizada pelo Grupo Tático Especial (GTE/Homicídios) da 12ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, em conjunto com a UNINTELPOL. O investigado não aceitava o fim do relacionamento de mais de 20 anos e proferiu ameaças graves, incluindo ultimato de morte seguido de suicídio, gerando risco concreto à vítima e familiares. (Assista ao pronunciamento do delegado Danillo Orengo abaixo).
Imagens: Reprodução/PCPB
Histórico de violência psicológica e judicialização
O casal manteve relacionamento por mais de duas décadas e tem filhos em comum. Após o término, o homem passou a praticar condutas de violência psicológica persistentes. A vítima obteve medidas protetivas de urgência em decisão judicial, que determinavam afastamento do agressor, proibição de contato direto ou indireto e proibição de aproximação.
Apesar da ordem judicial, o investigado descumpria as restrições de forma reiterada. As investigações apontaram tentativas insistentes de contato, uso de terceiros e familiares como intermediários para reforçar ameaças e pressionar pela retomada do relacionamento.
Ameaças graves e ultimato que motivaram a prisão
De acordo com relatos apurados pela Polícia Civil, o homem escalou o nível de intimidação ao impor ultimato explícito: caso a ex-companheira não voltasse com ele até o final de semana, ele a mataria e, em seguida, tiraria a própria vida. A declaração causou intenso temor à vítima, que se sentiu em risco iminente de morte.
A gravidade das ameaças, somada ao descumprimento contínuo das medidas protetivas, configurou situação de risco concreto à integridade física e psicológica da mulher e de seus familiares. A Polícia Civil classificou os fatos como crimes graves previstos na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).
Assista:
Ação rápida do GTE/Homicídios e UNINTELPOL
Diante do risco iminente, o GTE/Homicídios, com apoio da UNINTELPOL, iniciou diligências ininterruptas para localizar o acusado. A operação resultou na prisão em flagrante no município de Campina Grande na manhã desta sexta-feira.
O preso foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde foram lavrados os procedimentos cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça, respondendo pelos crimes de descumprimento de medida protetiva (art. 24-A da Lei 11.340/2006), ameaça (art. 147 do Código Penal) e, possivelmente, perseguição (art. 147-A do Código Penal), entre outros.
Importância da denúncia e canais de apoio
A Polícia Civil da Paraíba destacou que a ação rápida foi essencial para interromper o ciclo de violência e proteger a vítima. A corporação reforçou que ameaças, perseguição e descumprimento de medidas protetivas são crimes graves, com punições que podem incluir prisão.
Vítimas de violência doméstica ou familiar são orientadas a buscar ajuda imediata pelos canais oficiais: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), disque-denúncia 197 (Polícia Civil) ou comparecer diretamente a uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou Delegacia de Plantão. As denúncias podem ser anônimas.
Prevenção e combate à violência contra a mulher
O caso expõe a persistência de violência psicológica mesmo após o fim do relacionamento e a necessidade de cumprimento rigoroso das medidas protetivas. A Polícia Civil reitera o compromisso com o enfrentamento à violência doméstica, especialmente no Agreste e interior paraibano, por meio de investigações ágeis e integração entre grupos especializados.
A instituição pede que a população continue colaborando com informações via 197, garantindo sigilo absoluto. A segurança da vítima e de seus familiares segue sendo prioridade nas próximas etapas do processo.










