Vídeo | Policial civil trabalha com muletas em Catolé do Rocha mesmo podendo se aposentar

Agente da Polícia Civil é flagrado chegando à delegacia de Catolé do Rocha apoiado em muletas, apesar de ter tempo para aposentadoria. Caso expõe pressão financeira e baixos salários na categoria na Paraíba.

Publicado: 10/02/2026

Foto: Reprodução



Um agente da Polícia Civil da Paraíba foi fotografado chegando à delegacia de Catolé do Rocha apoiado em muletas, mesmo tendo completado o tempo de contribuição necessário para se aposentar. A imagem, amplamente compartilhada nas redes sociais, reacendeu o debate sobre as condições de trabalho e remuneração dos policiais no estado.

Assista:

Imagem expõe realidade financeira da categoria

O policial, que apresenta limitações físicas evidentes, opta por permanecer na ativa para não sofrer redução significativa nos vencimentos ao se aposentar. Relatos da categoria indicam que essa é uma prática comum entre agentes que enfrentam dificuldades financeiras ao final da carreira.

Salários iniciais entre os mais baixos do país

Na Polícia Civil da Paraíba, salários iniciais para cargos como investigador e escrivão (exigindo nível superior) ficam em torno de R$ 4.551. Delegados iniciam com cerca de R$ 13.350. Na comparação, soldados da Polícia Militar estadual recebem entre R$ 4.350 e R$ 5.208, enquanto na Polícia Federal as remunerações iniciais partem de R$ 13.649, podendo chegar a R$ 26.800 em cargos superiores até 2026.

Corporação Cargo Inicial Salário Aproximado (R$)
PC PB Investigador/Escrivão 4.551
PM PB Soldado 4.350–5.208
PF Agente/Escrivão 13.649–14.164

Regras de aposentadoria geram perda salarial

Aposentadorias de policiais civis seguem o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) estadual, com idade mínima de 55 anos, 25 a 30 anos de contribuição e tempo específico em atividade policial. Os proventos são calculados pela média salarial desde 1994, descontando os 20% menores valores, o que resulta em valores inferiores aos da ativa para grande parte dos servidores ingressados após 2003, sem paridade automática.

Protestos recentes cobram equiparação salarial

Em 6 de fevereiro de 2026, policiais civis, militares, penais e bombeiros protestaram na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, contra desigualdades salariais — como reajustes judiciais de R$ 10 mil concedidos a delegados sem equivalente para investigadores e escrivães. O governo estadual anunciou reajuste linear de 10% para servidores em 2026, retroativo a janeiro, mas as categorias ameaçam reduzir horas extras e adotar “apagão” a partir de março caso não haja avanços.

Status atual da categoria

O caso do agente em Catolé do Rocha simboliza as pressões enfrentadas pela segurança pública paraibana. As fontes não informam detalhes sobre a identidade do policial, o tipo de lesão ou se há acompanhamento médico oficial. A situação reforça a necessidade de discussão sobre valorização salarial e condições de aposentadoria para os profissionais que atuam na linha de frente.

Por

Redação



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