O pré‑candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), está em campanha ativa para as eleições de 2026, mas carrega um histórico de polêmicas que volta à tona agora. Um vídeo de 2018, repercutido fortemente em 2021, mostra Renan em um grupo de amigos dizendo que, se não pudessem entrar em um bar, iriam “estuprar a Bárbara”. A frase foi compartilhada pela então ministra Damares Alves, que cobrou investigação por suposta apologia ao estupro (assista ao vídeo abaixo).
“Piada infeliz” e repercussão
Na ocasião, o MBL e o próprio Renan classificaram o trecho como uma “piada infeliz”, divulgaram nota dizendo que não houve crime e afirmaram que a colega citada, Bárbara, era amiga de longa data. Apesar disso, o episódio gerou forte repercussão política e foi usado como elemento de crítica à militância de direita digital.
Denúncia de tentativa de estupro e retratação
Ao mesmo tempo, em 2021, Renan foi acusado por uma modelo de tentativa de estupro, em boletim de ocorrência registrado em São Paulo. O relato trazia detalhes de coerção, ameaças e agressão, gerando grande repercussão nas redes sociais. No entanto, dois meses depois, a mesma modelo fez um novo boletim retirando as acusações, alegando ter sido orientada por um parente e afirmando que não havia acontecido o crime.
Pré‑candidatura e propostas para 2026
Em 2025, Renan anunciou oficialmente sua pré‑candidatura à Presidência em 2026 pelo Partido Missão, novo projeto político ligado ao MBL. Ele defende endurecimento das leis penais, propõe debates sobre prisão perpétua e até pena de morte, além de dizer que o Brasil precisa discutir “soberania” com ferramentas fortes de defesa do território.
Cenário eleitoral e polêmicas persistentes
Hoje, Renan aparece como nome de terceiro colocado em algumas pesquisas de intenção de voto, em disputa que ainda envolve presidenciáveis tradicionais, governistas e bolsonaristas. O vídeo de 2018 e a denúncia de estupro que foi posteriormente desmentida continuam sendo usados como foco de debate sobre ética, linguagem pública e a responsabilidade política de pré‑candidatos que disputam o cargo mais alto do país.












