A Justiça da Paraíba decretou nesta terça-feira (26) a revogação da prisão cautelar do cantor João Lima, acusado de tentativa de feminicídio e outros cinco crimes.
João teve a prisão decretada em janeiro deste ano por violência doméstica, após a ex-esposa dele, a médica Raphaella Brilhante, denunciar ter sido agredida pelo músico.
A defesa do acusado afirma que a prisão “beira o excesso” e disse confiar no Judiciário para garantir os direitos constitucionais individuais.
“Desde o início, a defesa sustenta, debate e diz que é desnecessária, desarrazoadora e beira o excesso a prisão cautelar no processo penal, que é medida última e arraste, confiando sempre no Judiciário, garantidor das garantias constitucionais individuais”, ressaltou o advogado de defesa.
Na denúncia, além da tentativa de feminicídio, João Lima responde pelos seguintes crimes:
estupro;
lesão corporal no contexto de violência doméstica;
violência psicológica contra a mulher;
indução ao suicídio;
ameaça.
Relembre o caso
O caso veio à tona em janeiro deste ano, após Raphaella denunciar o ex-marido por violência doméstica.
As agressões foram registradas por câmeras instaladas na casa dos pais da médica. Os vídeos mostram momentos em que João agride Raphaella com socos e até uma cuspida.
Segundo Raphaella, as agressões começaram ainda na lua de mel. Os dois se casaram em novembro de 2025.
Em 25 de janeiro deste ano, a Justiça decretou a prisão preventiva de João Lima. O cantor se apresentou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro de João Pessoa, no dia seguinte e, após audiência de custódia, foi encaminhado para o Presídio do Róger, na capital paraibana.
Com Portal Correio












