O réu Francisco Vital da Silva foi condenado a 122 anos e 11 meses de reclusão pelo assassinato da ex-companheira, Ingraça Rejane Virgolino Pereira Vital, e da ex-sogra, Maria Virgolino Pereira, em crime ocorrido no município de Coremas, no Vale do Piancó, em fevereiro de 2025.
O julgamento foi realizado no Tribunal do Júri da Comarca de Coremas na última segunda-feira (25), quando o Conselho de Sentença acolheu integralmente a acusação apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo a autoria e a materialidade dos crimes, além das qualificadoras apontadas.
Segundo a denúncia, o crime aconteceu no dia 9 de fevereiro de 2025, por volta das 19h20, no Sítio Torrões, zona rural do município. Inconformado com o fim do relacionamento, ocorrido cerca de três meses antes, o acusado teria ido até a residência da vítima portando um revólver calibre .38.
No local, os filhos do casal presenciaram a ação e chegaram a implorar para que o pai não cometesse o crime, mas não foram atendidos. Ele efetuou disparos contra a ex-esposa, que morreu ainda no local. Em seguida, a mãe dela também foi atingida ao tentar socorrer a filha e acabou morrendo.
Após o duplo feminicídio, o homem tentou tirar a própria vida, mas sobreviveu e acabou sendo preso em uma residência próxima.
Durante o julgamento, a defesa tentou afastar qualificadoras e desclassificar parte das acusações, mas as teses foram rejeitadas pelo júri popular.
A sentença fixou 62 anos e 6 meses de prisão pela morte de Ingraça e 60 anos e 5 meses pela morte de Maria Virgolino, totalizando 122 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado. O juiz determinou a execução imediata da pena, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Também foi decretada a perda do poder familiar do condenado em relação aos dois filhos do casal.
PB Agora












