A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, por meio da Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), divulgou orientações importantes sobre como agir em casos de acidentes com escorpiões. Segundo o órgão, os ataques de animais peçonhentos representam um problema de saúde pública e podem causar complicações graves, principalmente em crianças.
De acordo com a Vigilância Ambiental, os escorpiões são animais venenosos e os riscos aumentam conforme a quantidade de veneno injetada no organismo. Entre os sintomas mais comuns estão suor excessivo, tremores, vômitos, diarreia e alterações nos batimentos cardíacos.
O técnico de Vigilância em Saúde da GVAM, Fabrício de Souza, reforçou que a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente após a picada.
Segundo ele, o recomendado é buscar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde será feito o encaminhamento adequado para o tratamento necessário.
Durante o período chuvoso, o aparecimento de animais peçonhentos aumenta significativamente. Por isso, a orientação é manter os ambientes limpos e evitar o acúmulo de entulhos, já que os escorpiões costumam procurar locais escuros e protegidos para se esconder e se reproduzir.
Em João Pessoa, o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW/UFPB), no bairro Castelo Branco, é a unidade de referência para atendimento com soro antiveneno. O hospital dispõe de soros antiescorpiônico e antiofídico.
Em casos graves ou quando a vítima estiver distante da unidade de referência, a população pode procurar uma UPA para estabilização inicial ou acionar o Samu, pelo 192, e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
O atendimento especializado também é realizado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica de João Pessoa (Ciatox-JP) e pelo Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox).
O Ciatox-JP funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, e oferece orientações sobre acidentes com animais peçonhentos e intoxicações. Já o Ceatox atende em regime de plantão permanente por meio da rede nacional, pelo telefone 0800 722 6001.
A Vigilância Ambiental também orienta sobre os primeiros cuidados após uma picada. A recomendação é lavar o local com água e sabão, retirar acessórios como anéis e pulseiras, manter a vítima em repouso e, se possível, fotografar o animal para auxiliar na identificação.
Por outro lado, o órgão alerta que não devem ser feitos torniquetes, cortes, furos ou aplicação de substâncias caseiras sobre o ferimento.
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