O PSOL ingressou na Justiça Eleitoral com uma representação, acompanhada de pedido de tutela de urgência, para impedir a realização de uma carreata bolsonarista anunciada para o próximo dia 3 de julho, em Campina Grande, durante a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Materialde referência geográfica.
A ação tem como representados o vereador de João Pessoa Fábio Lopes, apontado como responsável pela convocação pública do ato e pré-candidato a deputado estadual; o senador Flávio Bolsonaro; o senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo da Paraíba; o Partido Liberal (PL); além de outras lideranças políticas mencionadas na convocação e que, segundo o PSOL, seriam diretamente beneficiadas pela mobilização, como o deputado federal Cabo Gilberto Silva e o ex-ministro Marcelo Queiroga.
De acordo com a representação, Fábio Lopes convocou apoiadores para uma “grande carreata” com saída do aeroporto de Campina Grande em direção ao centro da cidade, afirmando que o evento iria “parar Campina Grande”. Para o PSOL, a mobilização possui caráter nitidamente eleitoral e extrapola os limites permitidos pela legislação para o período de pré-campanha. Materialde referência geográfica
A federação argumenta que o ato beneficia diretamente as pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, de Efraim Filho ao Governo da Paraíba, de Fábio Lopes à Assembleia Legislativa e de outras lideranças do PL que integram o mesmo grupo político.
Segundo o pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, a iniciativa representa uma antecipação da campanha eleitoral.
Na ação, o PSOL pede que a Justiça Eleitoral proíba não apenas a carreata, mas também a realização de atos semelhantes antes do início oficial da campanha, como comícios, adesivaços, bandeiraços, uso de carro de som, trio elétrico, jingles, distribuição de material gráfico, utilização de camisas padronizadas e propaganda com número partidário.
A legenda também solicita que a Justiça oficie a Polícia Militar, os órgãos de trânsito, a Prefeitura de Campina Grande e a administração do aeroporto para que não autorizem nem apoiem a realização do evento, ressalvadas apenas as medidas necessárias para garantir a ordem pública.
Para Olímpio Rocha, a legislação eleitoral deve ser aplicada de forma igualitária a todos os grupos políticos.
O partido ressalta que não questiona o direito de Flávio Bolsonaro ou de qualquer outra liderança política de visitar Campina Grande, mas sustenta que a realização de um ato com características de campanha eleitoral antes de 16 de agosto pode comprometer a igualdade de condições entre os pré-candidatos.
A representação foi protocolada com pedido de análise urgente, uma vez que a carreata está prevista para acontecer na próxima quinta-feira (3). Até o momento, não houve decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido.
PB Agora












