Vereador campinense sugere o fim de eleições a cada dois anos, e defende pleito unificado

Publicado: 21/05/2019



Sargento Neto, na Caturité FM. (Foto: Renato Araújo)

Em entrevista à Rádio Caturité FM, nesta terça-feira(21), o vereador de Campina Grande, Sargento Neto(PRTB), defendeu a proposta que prorroga os mandatos dos prefeitos e vereadores, para que se faça um pleito unificado em 2022. “Eleição era para ser uma só, de cinco em cinco anos , ou a cada quatro anos. O Brasil hoje não suporta R$ 9 bilhões em despesas com cada eleição, é muito dinheiro”, destacou.

Segundo Neto, vereadores e prefeitos acabam se tornando uma espécie de “cobaias”, exemplificando que a partir do próximo ano será extinta as coligações proporcionais nas eleições para o legislativo. “Os primeiros alvos são os vereadores e os prefeitos, somos nós. Sempre que há uma mudança nós somos o primeiro ‘pano de cortina’, nós é que levamos o primeiro impacto”, sublinhou.

“Infelizmente, os nossos representantes à nível estadual e federal sempre aparecem aqui em tempo de eleição, e somem. E quem fica aqui na cidade , atendendo a demanda do povo, são os vereadores e prefeitos. Somos nós que recebemos a primeira carga. O deputado federal arrecada os votos aqui, pega seu avião e vai pra Brasília, repercute aqui ou não a opinião dele, mas aí aquele contato direto com a população não tem. É o vereador que está diretamente ligado”, frisou.

O Sargento disse defender que a eleição seja daqui há dois anos, e se diz que a eleição unificada seria menos oneroso para os cofres públicos. “Quantas creches e escolas poderíamos fazer a nível de município, com a economia que gera uma eleição? A cidade praticamente ‘dá uma parada’, por si só impacta na economia do município”, disse, mas salientando que caso o projeto seja aprovado no Congresso Nacional, que não vai renunciar ao mandato.

Redação



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