
O deputado Wallber Virgolino (Patriotas) comentou os últimos trechos revelados da delação da ex-secretária Livânia Farias, que durante depoimento disse que o governador João Azevêdo, ainda como pré-candidato, teria recebido mesada da Cruz Vermelha Brasileira, organização social que geria o Hospital de Trauma de João Pessoa e que está no centro de toda a celeuma destrinchada na Operação Calvário.
Wallber apoia que Azevêdo deve deixar o governo do Estado e acredita que o rompimento entre ele e Ricardo seria uma estratégia de sobrevivência.
Em entrevista à Rádio Campina FM, o parlamentar disse que as delações de Livânia só corroboram com o que ele vinha dizendo na Assembleia Legislativa há um ano, de que na Paraíba teria se formado uma organização criminosa, devido à presença das organizações sociais no Estado.
– A moral do ex-governador foi posta em cheque, e o PSB lançou uma estratégia de dividir o governo, de dividir Ricardo Coutinho de João Azevêdo, mas na verdade nunca houve nenhuma intriga ou briga e sempre estiveram do mesmo lado – opinou.
O deputado disse que o governador deve deixar o cargo porque “a gestão dele seria podre e corrompida e não teria mais moral e nem condições de gerir o Estado”.
– São situações que não atingem só o governador, mas também a moral e a pessoa de João Azevêdo. Eu pensei que ele tinha sido engolido pela corrupção do governo de Ricardo Coutinho, mas, não. Ele é produto disso, se corrompeu e recebeu mesada de R$ 120 mil por mês – disse.
Com relação ao trecho em que Livânia Farias afirmou que deputados estaduais teriam recebido mesada em troca de apoio ao ex-governador Ricardo Coutinho na Assembleia Legislativa, Virgolino disse que a AL sempre se curvou ao Executivo.
Com Paraíba Online












