Bolinha defende reabertura do comércio em CG: “adiar é intensificar a crise social”

Publicado: 21/04/2020



Artur Bolinha, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL/CG), comentou a respeito da crise econômica que o país, e consequentemente a cidade já vivenciam em virtude da ampliação do tempo de suspensão das atividades comerciais.

Bolinha, que desde o início da discussão sobre a possibilidade de reabertura gradual do comercio de Campina Grande se manifestou de maneira favorável, citou fatores que podem corroborar para um agravamento maior da crise social que se instalou em virtude da pandemia do novo coronavirus.

“Abrir o comercio no dia 3 de maio de certa forma colocará a população no mesmo patamar de risco que encontraríamos se abríssemos agora, porque não haverá mudança nesse sentido. A diferença é que quanto mais esse processo demorar, além do risco com relação à transmissão, porque ainda não existe uma vacina, estaremos aprofundando a crise econômica e social e por consequência intensificando a dificuldade do próprio estado em ampliar e melhorar os recursos destinados à saúde”pontuou.

O presidente da CDL reafirmou que as complicações são mais difíceis do que aparentam ser, caso as medidas restritivas continuem seguindo o fluxo atual no município.

“Não podemos esquecer que os problemas de saúde da população não se resumem ao coronavirus, existem pesssoas portadoras das mais diversas doenças e que já encontram no momento muita dificuldade pra realizarem seus tratamentos. Porque o poder público tem tido dificuldade orçamentária e financeira pra garantir respaldo pra essas pessoas” comentou.

Artur citou ainda que a crise econômica afeta as mais diversas classes, incluindo os profissionais de saúde, que já se encontram sem possibilidades de cumprir as medidas de segurança, conforme orienta o protocolo, e trabalham desprotegidos no enfrentamento ao vírus.

“Outra situação preocupante tem a ver com a condição dos profissionais de saúde do município que encontram dificuldade com relação à equipamentos de proteção individual e acabam trabalhando em grau de exposição maior. Tudo isso é consequência da fatores econômicos que ficam comprometidos com essa pausa estendida das atividades comerciais” concluiu.

Redação com Assessoria



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