
O prefeito de Alagoa Nova, Aquino Leite (PSDB), em entrevista à rádio comunitária da cidade, anunciou nesta quinta-feira (1), que os serviços do município serão paralisados.
A partir de agora, os atendimentos da saúde, da assistência social, como também os serviços de coleta de Lixo, de manutenção de estradas e outros mais ficarão suspensos.
O prefeito Aquino esclareceu que o motivo da paralisação é a omissão da Câmara de Vereadores em não votar o projeto de lei para suplementação orçamentária: “ Sem a autorização através da votação dos vereadores, a Prefeitura Municipal não pode contrair despesas, e manter os serviços funcionando”.
O que chamou a atenção foi que na última segunda-feira (28), a Câmara colocou em votação o projeto de aumento de salários dos vereadores, que era de R$ 5.000,00 e agora passa R$ 7.000,00. O projeto de suplementação foi enviado no início de setembro, mas mesmo assim a Câmara deu prioridade ao aumento dos próprios salários.
Essa é a segunda vez, que a Câmara não coloca em pauta a votação de projetos de suplementações. No dia 10 de outubro de 2019, o prefeito Aquino teve que paralisar todos os serviços por não ter autorização para contrair despesas.
O Prefeito Aquino esclarece que os recursos do município, advindos dos recursos federais e dos programas da União, já estão em conta e outros ainda vão entrar nas contas, mas a prefeitura não tem a autorização da Câmara de Vereadores de Alagoa Nova, para utilizar os recursos.
Ele ainda esclarece que se essa questão não for resolvida, a população é que será a mais prejudicada: “Se isso não for resolvido com urgência a população é que sofrerá as consequências pois não terão direito a ter o funcionamento dos serviços”. Aquino ainda complementa que isso é perseguição política, já que o presidente da Câmara é oposição ao seu governo: “É lamentável, muito lamentável, que com picuinhas políticas, se prejudique um município como um todo, porque isso não prejudica a mim, mas sim a população”.
Os serviços públicos seguem paralisados temporariamente e se a Câmara não colocar em pauta a votação da suplementação, essa paralisação vai continuar por mais tempo.
Texto: Rafaela Lima, com supervisão do jornalista Paolloh Oliver
Assista a entrevista abaixo:
Redação com Assessoria












