Dois homens suspeitos de participação no assassinato de quatro trabalhadores baianos (imagem em destaque) na Paraíba foram presos nessa quinta-feira (7), em Cuiabá, no Mato Grosso. As prisões foram confirmadas pela Polícia Civil da Paraíba, que investiga o caso ocorrido na Região Metropolitana de João Pessoa no mês passado.
Segundo a polícia, os suspeitos são investigados por envolvimento na execução dos trabalhadores encontrados mortos em Bayeux. No entanto, as autoridades ainda não divulgaram a identidade dos presos nem detalharam qual teria sido a participação deles na chacina.
Uma coletiva de imprensa foi marcada para esta sexta-feira (8), em João Pessoa, quando a corporação deve apresentar mais detalhes sobre as prisões e o andamento das investigações.
Mandante seria chefe de facção criminosa
As investigações apontam que a ordem para matar os quatro trabalhadores partiu de um líder de facção criminosa com atuação no Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito segue foragido e estaria escondido no estado fluminense. A identidade dele não foi revelada.
Ainda conforme a investigação, a principal linha apurada relaciona o crime a uma suposta dívida de drogas atribuída a um dos trabalhadores, identificado como Lucas Bispo, de 22 anos. Os outros três homens não teriam envolvimento com dívidas desse tipo.
Prisão anterior e novos suspeitos identificados
No dia 8 de abril, um homem suspeito de envolvimento no caso já havia sido preso durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana, em Bayeux.
Ele foi localizado em uma casa no bairro Comercial Norte, após seis dias de investigação. Com o suspeito, os agentes encontraram o celular de uma das vítimas.
Segundo a Polícia Civil, o homem já havia sido preso anteriormente por tráfico de drogas e integra a organização criminosa investigada. Apesar disso, a corporação afirmou que ele não seria o fornecedor de drogas de Lucas Bispo.
A polícia informou ainda que outros cinco suspeitos já foram identificados como participantes da execução e da ocultação dos corpos. Todos possuem mandados de prisão expedidos pela Justiça e seguem foragidos.
Durante a operação, uma mulher também foi presa por tráfico de drogas. Conforme a investigação, ela não teria ligação direta com os homicídios.
Entenda o caso
Quatro trabalhadores baianos foram encontrados mortos na madrugada do dia 3 de abril, em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa.
A perícia apontou que as vítimas foram assassinadas cerca de dois dias antes por disparos de arma de fogo. Três homens estavam com as mãos amarradas para trás, o que reforça a hipótese de execução.
Devido ao avançado estado de decomposição, exames laboratoriais foram necessários para confirmar as identidades das vítimas.
Quem eram as vítimas
As vítimas foram identificadas como:
Cleibson Jaques, de Campo Formoso;
Lucas Bispo, de Campo Formoso;
Sidclei Silva, de Morro do Chapéu;
Gismario Santos, de Morro do Chapéu.
Os trabalhadores estavam na Paraíba havia cerca de dois meses e atuavam na construção civil. Eles estavam hospedados em uma casa de apoio em Bayeux há aproximadamente 15 dias.
Segundo familiares, o grupo veio da Bahia já contratado por uma empresa do setor.
Desaparecimento aconteceu antes da descoberta dos corpos
O desaparecimento dos trabalhadores foi registrado no dia 2 de abril. No entanto, eles não eram vistos desde 31 de março.
Na madrugada do dia 1º de abril, um motorista foi buscá-los para o trabalho, mas encontrou a residência revirada e sem sinais dos trabalhadores. A situação levantou suspeitas e motivou o acionamento da polícia.
Familiares relataram que o último contato aconteceu na noite de 31 de março e ocorreu de forma aparentemente tranquila.
Uma das esposas contou que participava de uma chamada de vídeo com uma das vítimas quando homens invadiram o quarto. Segundo ela, houve gritos e tensão antes da ligação ser interrompida.
O que foi encontrado no local do crime
Próximo à área de mata onde os corpos foram localizados, a polícia encontrou um carro abandonado. O veículo apresentava sujeira e forte odor, o que levou os agentes a realizarem buscas na região.
A suspeita é de que o automóvel tenha sido roubado em Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Documentos encontrados com algumas vítimas também foram recolhidos para análise pericial.
Com Portal Paraíba.com.br












