Eleitor sem biometria pode votar normalmente no segundo turno das eleições

Cerca de 10,99% do eleitorado ainda não tem cadastro biométrico; identificação pode ser feita por outros procedimentos.

Publicado: 19/10/2026

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil



Eleitores que não têm biometria cadastrada na Justiça Eleitoral ou enfrentam problemas no reconhecimento das digitais poderão votar normalmente no segundo turno das Eleições 2026, marcado para 25 de outubro, desde que apresentem a documentação necessária para confirmar a identidade.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem biometria cadastrada. A coleta de dados para o cadastro eleitoral foi realizada até 6 de maio, quando o registro eleitoral foi fechado.

A identificação biométrica não é utilizada nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil.

Para que serve a biometria eleitoral?

Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. O cadastro facilita a identificação dos eleitores, que podem confirmar a identidade por meio das impressões digitais antes da liberação do voto.

Como funciona a identificação na votação?

Quando o eleitor tem biometria cadastrada, o sistema pode realizar até quatro tentativas de validação das digitais. Se o reconhecimento não for confirmado após as tentativas, o mesário perguntará a data de nascimento para auxiliar na identificação.

Já quem não tem biometria cadastrada poderá confirmar a identidade apresentando um documento oficial com foto, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Como os dados biométricos são utilizados?

A biometria reúne características físicas utilizadas para identificar uma pessoa de forma única. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta e o armazenamento das impressões digitais, da assinatura e da fotografia digital do cidadão.

De acordo com o TSE, o sistema aumenta a segurança do processo eleitoral, ajuda a identificar possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento e torna os procedimentos mais ágeis.

A coleta costuma ocorrer durante o alistamento eleitoral nos municípios brasileiros, exceto nos casos de eleitores cadastrados no exterior. Também pode ser realizada quando eleitores já registrados precisam atualizar informações pessoais.

Embora a biometria não seja obrigatória para votar, ela é exigida para operações eleitorais como tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade ou revisar dados pessoais, como nome e estado civil.

Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos nas relações com o Estado

Com Portal Paraíba.com.br



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