O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, concedeu nesta sexta-feira (16) entrevista à Globo e prometeu manter o fim da escala de trabalho 6×1, aprovado pelo Congresso nesta semana, disse que pretende exercer apenas um mandato, sem tentar a reeleição, e evitou responder diretamente se dará um cargo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se for eleito. Sobre essa possibilidade, afirmou que “não está no radar”.
Na entrevista, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, Flávio Bolsonaro afirmou também ter ficado surpreso com investigações e prisões de políticos aliados no Rio de Janeiro, como o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), preso na quinta-feira (17) e suspeito de lavagem de dinheiro e ligações com a milícia, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União Brasil), também preso e suspeito de ligação com o Comando Vermelho, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), que ficou inelegível por abuso de poder.
A entrevista, transmitida direto dos Estúdios Globo, no Rio, faz parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. O programa foi exibido pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1. A íntegra está disponível no vídeo acima.
O que Flávio Bolsonaro disse na entrevista
Fim da escala 6×1: Flávio Bolsonaro era contra a mudança, mas mudou de posição e votou a favor no Senado. Disse que tomou a decisão após ouvir trabalhadores em viagens pelo Brasil.
Ajuste fiscal: propôs cortar ao menos dez ministérios, vender imóveis públicos e combater a corrupção para equilibrar as contas do governo.
Salário mínimo e aposentadorias: prometeu manter o aumento real do salário mínimo, acima da inflação, e disse que não vai desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo, nem eliminar o piso de investimento em saúde e educação.
Reforma do Judiciário: defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes por suposta atuação político-partidária. Disse que Kassio Nunes Marques deve ser investigado por suspeitas de ligação com o escândalo do Banco Master.
Reeleição presidencial: disse querer exercer apenas um mandato, mas deixou em aberto a duração desse mandato. Rejeitou mudanças que favoreçam candidaturas de familiares.
Filme “Dark Horse”: foi perguntado sobre por que recorreu a Daniel Vorcaro e por que pediu R$ 134 milhões se o filme custou R$ 75 milhões. Na resposta, disse que conversou com vários investidores e que o ex-dono do Banco Master “topou fazer”, e que “o contrato não foi cumprido”.
Pai no governo: disse que não conversou com o pai, Jair Bolsonaro, que está preso, sobre sua participação em um eventual governo. Segundo ele, o tema “não está no radar”.
Irmão no governo: afirmou que Eduardo Bolsonaro não será nomeado ministro das Relações Exteriores se for eleito
Aliados investigados no Rio: disse ter ficado surpreso com investigações e prisões de aliados suspeitos de ligação com o tráfico e a milícia no Rio de Janeiro.
Atos de 8 de Janeiro: questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe de Estado e defendeu punições proporcionais aos crimes.
Segurança pública e armas: defendeu ampliar o acesso da população a armas e criticou o Estatuto do Desarmamento.
Forças Armadas: prometeu mobilizar militares e polícias estaduais para combater o narcotráfico.
Ajuste fiscal
Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre propostas para fazer um ajuste fiscal e equilibrar as contas do governo. Primeiro, afirmou que vai manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação e a regra que vincula o reajuste das aposentadorias ao salário mínimo. Também negou que pretenda mudar a Constituição para eliminar os pisos de investimentos públicos nas áreas de saúde e educação.
“Importante suas perguntas, porque têm circulado, de fato, muitas fake news, e esse é um importante momento para esclarecê-las, porque o meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo”, disse.
Na sequência, o candidato afirmou que, sem mexer nessas despesas, as medidas para chegar a um ajuste de R$ 200 bilhões nas contas públicas seriam cortar ao menos dez ministérios e combater a corrupção e a má gestão nas estatais. Citou, além disso, a possibilidade de gerar “receitas novas” com a venda de imóveis que pertencem ao governo federal, a securitização de dívidas e a exploração de petróleo na Margem Equatorial, em reservas recém-descobertas pela Petrobras.
“Se pegar os quase R$ 3 trilhões de dívidas que a União tem a receber, isso pode ser securitizado, trazemos mais de R$ 200 bilhões a mais de receita para esse orçamento por ano, para cada ano é possível alcançar essa cifra”, disse.
Fim da escala 6×1
O candidato disse que decidiu mudar de posição e votar a favor do fim da escala de trabalho 6×1, proposta defendida pelo governo Lula (PT), após ouvir trabalhadores em viagens pelo Brasil. A medida foi aprovada pelo Senado nesta semana e já está valendo.
“Eu rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores e votei conforme o que vi nas ruas. Como ouvi da grande maioria dos trabalhadores que eles estavam a favor do fim da escala 6×1, resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.
Depois, disse o seguinte: “O problema é que, durante essa folga, com mais um dia de folga, você vai continuar andando de ônibus e sendo assaltado. Com um dia a mais de folga, você vai continuar indo dormir preocupado porque você está devendo e o seu salário não está durando até o dia 30, está durando só até o dia 20. Então, eu vou ser um presidente da República que, além de respeitar e garantir essa folga a mais para os trabalhadores, vou fazer de tudo para devolver o poder de compra do povo brasileiro e devolver a segurança nas ruas para que todos possam andar com mais segurança”.
Flávio Bolsonaro era contrário à medida, que chamou de eleitoreira e oportunista antes de mudar de posição, e disse na entrevista que sempre defendeu “mais liberdade, para que os trabalhadores pudessem inclusive montar a sua própria escala de trabalho”.
Perguntado sobre a posição de aliados que defendem aprovar uma proposta diferente, que prevê pagamentos de salários, férias e 13º proporcionais às horas trabalhadas, respondeu que vai respeitar o que foi aprovado pelo Congresso.
“Todos os direitos trabalhistas estão garantidos. Cada um pode ter a sua opinião individual, mas de minha parte isso aqui está respeitado. Foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento com relação a isso.”
Reforma do Judiciário e críticas a Moraes
Flávio Bolsonaro afirmou que uma reforma do Judiciário deveria buscar a recuperação da credibilidade e citou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de interferir em diferentes assuntos e perseguir adversários políticos.
“Do jeito que está hoje, de fato, nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Não dá para um juiz como Alexandre de Moraes continuar dando canetada, interferindo em um monte de coisa, perseguindo adversários políticos do atual governo”, disse. “Os amigos do Lula no STF se protegendo para que investigações não avancem sobre eles, isso é o que não dá mais. Eles acabaram com a credibilidade do Poder Judiciário.”
Perguntado sobre suspeitas de que o ministro Kassio Nunes Marques — indicado por Jair Bolsonaro (PL) ao STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — também teria vínculos com Vorcaro, a exemplo de Alexandre de Moraes, Flávio disse que Nunes Marques também deveria ser investigado. “Todo mundo tem que estar abaixo da lei.”
Ao defender o impeachment de ministros do STF por crimes de responsabilidade, Flávio Bolsonaro afirmou que Moraes faz “atuação político-partidária” e age como articulador de Lula. “Por exemplo: tomar decisões quando obviamente deveria se declarar suspeito para tomar essas decisões. Foi o que o Alexandre de Moraes fez, tomou decisões perseguindo adversários que ele pré-determinava”, disse.
Fim da reeleição e tempo de mandato
O candidato falou sobre a sua proposta de acabar com a reeleição para presidente e disse que, se vencer o segundo turno, quer ficar no poder por apenas um mandato.
Disse também que não apoiaria uma mudança na regra que permitisse que seu pai ou seus irmãos concorressem à sua eventual sucessão. “Não [apoiaria a mudança]. É como está hoje na regra que vale: parentes até terceiro grau também é considerado uma reeleição”.
Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre declarações em que sugeriu aumentar o tempo do mandato presidencial de quatro para cinco anos, em paralelo ao fim da reeleição, e disse que abriria mão de buscar um novo mandato mesmo que o Congresso não aprove as mudanças defendidas por ele.
“Sim, abriria mão porque eu, inclusive, quando a minha equipe trouxe esse assunto, partiu de mim apresentar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para dar o exemplo, e a minha PEC diz o seguinte: acaba a reeleição para presidente da República. O processo Legislativo, que vai depender de como o Senado e a Câmara vão se posicionar, é que vai decidir qual vai ser o tamanho do mandato”, afirmou. “Eu só preciso de um mandato, eu só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade.”
Caso Master e Dark Horse
Flávio Bolsonaro afirmou que o “contrato não foi cumprido” ao responder a uma pergunta sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e explicar por que pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, se o filme custou R$ 75 milhões, segundo a produtora Go UP Entertainment.
“Era um contrato que não foi cumprido. E, com os recursos, né, que foram aportados por ele e mais outros investidores, nós conseguimos concluir o filme.”
Renata Lo Prete perguntou ao candidato sobre o destino dos quase R$ 70 milhões pagos por Vorcaro a pedido dele e transferidos para um fundo nos Estados Unidos, administrado por um advogado que é amigo de Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato. Também perguntou por que o fundo, que estava inativo havia quatro anos, não prestou esclarecimentos sobre o uso dos recursos e por que o senador procurou especificamente Vorcaro para financiar o filme.
O candidato afirmou que procurou outros possíveis investidores antes, e que Vorcaro “topou fazer”. Disse também que a produtora brasileira prestou contas sobre o filme e que os gastos dependiam de autorização do fundo. Além disso, voltou a afirmar que se tratava de um patrocínio e negou ter oferecido contrapartidas em razão do cargo que ocupava.
Flávio Bolsonaro é investigado num inquérito da Polícia Federal que apura se houve lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas no financiamento do filme.
Pai e irmão no governo
O candidato foi questionado se, em um eventual governo, daria um cargo ao pai, que está preso e cumpre pena de 27 anos por organizar um golpe de Estado.
Flávio Bolsonaro chamou o julgamento do pai de “farsa” e disse que ele foi condenado por um “golpe da Disney”. Sobre eventuais cargos, afirmou que nunca tratou do assunto com Jair Bolsonaro e que o tema “não está no radar”.
“Ele nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo. Eu tenho o privilégio de, a hora em que eu precisar consultar um ex-presidente da República, eu tenho um dentro de casa, de confiança.”
Flávio Bolsonaro também negou que pretenda nomear o irmão Eduardo, condenado pelo STF por tentar interferir no julgamento do pai, para ser ministro das Relações Exteriores.
“Não, ele não vai ser meu chanceler”, disse. Em seguida, defendeu o irmão, que vive nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado federal.
“Eduardo Bolsonaro é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil”, disse.
Aliados investigados no Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro afirmou que ficou surpreso com as investigações envolvendo políticos aliados no Rio de Janeiro, como o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), preso e suspeito de lavagem de dinheiro e envolvimento com a milícia, além do ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União Brasil), também preso e suspeito de ligação com o Comando Vermelho, e do ex-governador Cláudio Castro (PL), condenado pela Justiça Eleitoral e inelegível por abuso de poder.
“Acho que as pessoas têm o direito de se defenderem e provar a sua inocência. Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém. Se a pessoa cometeu algo de errado, ela vai ter que responder por isso.”
Flávio Bolsonaro responde sobre relação com Márcio Canella, Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro
Flávio Bolsonaro responde sobre relação com Márcio Canella, Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro
Atos golpistas e respeito às urnas
Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de seu pai invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, além de agredirem policiais, e defendeu que as pessoas sejam punidas “na proporção dos crimes que cometeram”.
“A depredação de patrimônio público, agredir um policial, é inaceitável, não tem justificativa para isso”, disse. Em seguida, questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe e citou pessoas que, segundo ele, estariam com Bíblia e vendendo algodão doce durante os ataques.
“Vocês acham o quê? Que é sentar uma senhorinha lá na cadeira de presidente da República, dar ordem e todo mundo começar a cumprir? Uma tentativa de golpe em prédios vazios?”, disse.
Flávio Bolsonaro responde sobre 8 de janeiro, Forças Armadas e resultado das urnas
Flávio Bolsonaro responde sobre 8 de janeiro, Forças Armadas e resultado das urnas
O candidato passou então a acusar Lula de prejudicar a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por divergências políticas. Ao ser novamente questionado sobre a punição a quem destruiu patrimônio e atacou policiais, respondeu: “Quem está depredando o Brasil é o Lula”.
Questionado se vai respeitar o resultado das urnas se perder a eleição, Flávio Bolsonaro respondeu:
“Eu vou disputar as eleições com as regras que estão aí, independente de qual for o resultado, eu vou respeitar”.
Acesso a armas
Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre uma proposta apoiada por ele que retiraria a marcação nas cápsulas de balas compradas para o uso das forças de segurança, o que poderia prejudicar investigações e a possibilidade de rastrear como armas legais vão parar na mão do crime organizado.
Flávio Bolsonaro responde sobre armamento
Flávio Bolsonaro responde sobre armamento
Na resposta, o candidato defendeu endurecer o combate a facções criminosas e disse que “quem está autorizado a usar armas de guerra são os bandidos”.
“Isso é muito maior do que qualquer detalhezinho desse em cima de uma cápsula”, afirmou.
O candidato foi perguntado sobre propostas de aliados para revogar o Estatuto do Desarmamento e sobre uma pesquisa da Quaest que aponta que a maioria dos brasileiros considera que limitar o acesso às armas melhora a segurança pública. Na resposta, chamou de “teses malucas” estudos que apontam que mais armas nas mãos dos cidadãos causam mais violência.
Ele defendeu o armamento da população civil e mudanças no Estatuto do Desarmamento.
“Se você não quer ter uma arma, tudo bem. Agora, quem atender os requisitos legais, tem direito a ter uma arma para defender sua família, sua casa, sua propriedade rural, sua fazenda de invasão do MST”, afirmou.
“Hoje, o Estatuto do Desarmamento proíbe o cidadão de se defender e autoriza os marginais a comprarem armas de guerra, porque não tem fiscalização nenhuma. O problema está nas armas na mão das pessoas erradas.”
Interferência na PF
Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre declarações em que o pai, quando presidente, falou sobre trocar superintendentes da Polícia Federal e até o ministro da Justiça para proteger sua família. Essas afirmações ocorreram durante uma reunião de ministros que foi filmada, e as gravações vieram a público.
O candidato negou que o pai tenha promovido mudanças na PF para blindar familiares. “Ele trocou o superintendente do Rio de Janeiro na época, se eu não me engano, porque estava apresentando maus resultados, e ele queria uma pessoa que entregasse resultados melhores.”
Ao ser lembrado pela jornalista Renata Lo Prete de que Bolsonaro trocou até o então ministro da Justiça, Sergio Moro, o candidato afirmou que Moro havia pedido para deixar o cargo e que agora eles são aliados políticos.
“Parabéns ao Sergio Moro, eleito governador no primeiro turno no Paraná. Está fazendo um grande trabalho e, se Deus quiser, vai ter Flávio Bolsonaro na Presidência da República para ajudar muitos paranaenses.”
Forças Armadas
Outro assunto da entrevista foi o afastamento das Forças Armadas da política nos últimos anos como resposta ao dano de reputação por envolvimentos de militares na tentativa de golpe.
Flávio Bolsonaro foi questionado se exigiria que os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica concordassem com a sua visão sobre o 8 de janeiro de 2023 caso seja eleito.
O candidato iniciou sua resposta dizendo que houve uma “farsa” para “tentar tirar Bolsonaro da vida pública”.
Em seguida, disse que um dos seus primeiros atos de presidente, se eleito, será reunir os comandantes militares e os chefes das polícias estaduais para “declarar guerra ao narcotráfico”.
Depois, citou como medidas de um eventual governo a participação do Exército e da Força Aérea Brasileira na fronteira com a Bolívia e a entrada do Brasil no Escudo das Américas, aliança liderada pelo governo dos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro também afirmou que as Forças Armadas “foram completamente sucateadas” no governo atual.
Flávio Bolsonaro responde sobre 8 de janeiro, Forças Armadas e resultado das urnas
Flávio Bolsonaro responde sobre 8 de janeiro, Forças Armadas e resultado das urnas
Saúde pública
Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, daria liberdade a seu ministro da Saúde para tomar as medidas necessárias em uma emergência de saúde pública.
A questão veio no contexto da indicação do médico Cláudio Lottenberg como ministro da área em um eventual governo. Ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Lottenberg criticou, durante a pandemia, a demora de Jair Bolsonaro para comprar vacinas contra a Covid-19.
A pergunta feita ao candidato foi se ele daria liberdade a Lotterberg como ministro, e o candidato respondeu:
“Com certeza. Inclusive, na minha conversa com ele, quando fiz esse convite, foi exatamente: ‘vamos olhar para a frente'”.
Flávio disse que, se eleito, pretende levar ao SUS práticas do Hospital Albert Einstein, ampliar o acesso à telemedicina e criar um prontuário único eletrônico para conectar informações das redes municipais, estaduais, federal e privada.
Considerações finais
Nas considerações finais, o candidato agradeceu o apoio que tem recebido em seus atos de campanha, criticou Lula e disse ter três compromissos com o eleitor: não prometer o que não pode cumprir, “arrumar a economia” e “devolver a segurança” ao cidadão.
“Muitas pessoas vêm dizendo para mim: ‘Flávio, o Lula está mentindo para caramba, prometendo um monte de coisa que ele sabe que não vai entregar. Você tem que fazer isso também. Você tem que prometer uma picanha’. Eu, não. Eu vou trabalhar com a verdade, eu não vou ser igual a esse cara. Agora, eu quero fazer três compromissos com você. O primeiro: eu nunca vou prometer aquilo que eu não vou poder cumprir e entregar. O segundo: eu vou arrumar essa economia, eu vou devolver o seu poder de compra, você vai ter dinheiro no bolso de novo. E o terceiro: eu vou me dedicar com todas as forças para devolver a segurança para você, para mim, para a Renata, para todos nós andarmos nas ruas em segurança novamente.”
No encerramento, pediu votos para o segundo turno.
Lula foi entrevistado na quinta (15)
O presidente Lula, que tenta a reeleição, abriu a série de entrevistas da Globo com os candidatos que disputam a Presidência neste segundo turno. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes das campanhas.
Na entrevista a Renata Lo Prete nessa quinta-feira (15), Lula defendeu a redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos e pediu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) suspeitos de envolvimento no caso Master. Veja aqui o que o presidente disse à Globo.
Quando será o debate presidencial da Globo?
No dia 23 de outubro, a TV Globo realizará o último debate entre os candidatos à Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026.
Foram convidados Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e mediado pelo jornalista César Tralli.
O debate será transmitido ao vivo pela TV Globo, com exibição simultânea pela GloboNews e pelo g1, logo após o Jornal Nacional.
Por G1












