O homem que teve o órgão genital decepado pela então companheira, após ela suspeitar que ele estuprou os filhos dela, vai responder por estupro de vulnerável. A informação é do delegado Heitor Soares, da Delegacia de Infância e Juventude de Campina Grande. A mulher também será indiciada.
Em entrevista ao repórter Hiran Barbosa, da 98.1 FM Campina Grande, o delegado falou que ouviu o suspeito de praticar os abusos, a mulher suspeita de decepar o órgão genital, as crianças e outras testemunhas. Conforme o delegado, os abusos ocorreram há cerca de um ano, mas só foram descobertos pelas mães das crianças este mês.
Os estupros eram praticados quando a mãe das crianças saia à noite para estudar e deixar os meninos com o padrasto. Ele aproveitava esse momento para deixar os meninos jogarem no celular dele em troca de poder praticar os atos criminosos.
O delegado também falou que aguarda a entrega de exames complementares, como de lesão corporal e sexológico, para finalização do inquérito e indiciamento dos suspeitos.
“Foram instaurados dois inquéritos policiais. A gente está aguardando alguns laudos ficarem prontos. Provavelmente vai indiciar o homem por estupro de vulnerável com relação as duas crianças e a mulher por lesão corporal gravíssima, tendo em vista que o homem perdeu a função sexual e o órgão, isso configura lesão gravíssima, e alguns outros crimes que por ventura podem incidir também”, afirmou o delegado.
Tanto a mulher quanto o homem estão em liberdade. O delegado pontuou que o fato de eles não estarem presos não significa impunidade.
“Em nenhuma momento ela (suspeita) esteve foragida, não existiu mandado de prisão e ela se apresentou voluntariamente. Não tem risco de fuga, não tem passagem anterior. Em relação a ele, o fato de ter perdido o órgão, de certa forma, limita que ele praticamente novamente esse delito. A gente sabe que o estupro pode ser provocado de outras formas além da penetração, mas é uma dificuldade maior. Tanto investigado como vítima fizeram a gente entender que a prisão seria inócua. Existe uma medida protetiva em relação do homem em relação aos meninos e caso ele descumpra pode ser preso. Caso a mulher pratique alguma nova conduta pode ser presa. A falta de prisão neste momento não significa impunidade”, finalizou o delegado.
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