Instituto Histórico de Lagoa Seca é fundado, e diretoria provisória toma posse em solenidade na noite desta terça-feira

Publicado: 09/09/2020



Valorizar a história do município e despertar nas pessoas um desejo de aprenderem mais sobre o local em que vivem estão em alguns dos ideais do Instituto Histórico de Lagoa Seca, criado numa solenidade ocorrida na noite desta terça-feira, 8, na Câmara de Vereadores da cidade. O momento serviu também para empossar, ainda que provisoriamente, a diretoria formada por quatro sócios- fundadores, tendo como presidente o professor João Pereira Neto.

Nem mesmo a pandemia de Covid-19 dificultou esse sonho antigo do professor, que angariou contatos de outros profissionais da área e buscou apadrinhamento no Instituto Histórico de Campina Grande, comandando pelo docente Wanderley de Brito, para que o projeto pudesse ganhar forças e se tornar real em Lagoa Seca.

Ainda não é possível prevê qual será o endereço do instituto na famosa terra do artesanato, embora já se saiba que ele será um local preparado para expor peças documentais e museológicas, além de oferecer livros, revistas e demais periódicos que tragam todo e qualquer aspecto histórico e memorial do seu povo.

João Neto – agora responsável por seguir adiante com tal iniciativa – vai contar com o apoio da vice-presidente Elisabeth Barros, a 1ª e 2ª secretária, Wanderléia Farias e Rejanira Gertrudes, respectivamente, cujas nomeações foram feitas por ele.

Todos os que estiveram ontem à noite na Câmara, inclusive o vereador – presidente Fabiano Ramalho (PSL), foram intitulados de sócios-fundadores do instituto. No entanto, as associações efetivas serão oriundas de candidaturas submetidas à eleição na internet. O processo de escolha será feito em breve e divulgado nas redes sociais.

Um estatuto próprio deverá ser criado e servir de modelo para os regimentos legais da instituição. Outras questões burocráticas seguem na mesma linha, inclusive a que estabelece que o sócio-efetivo resida em Lagoa Seca.

Enquanto a parte administrativa vai sendo resolvida, é preciso que os lagoassequenses entendam o motivo de um ambiente que oferte memória e cultura aos munícipes.

“Nosso ideal é trazer para aqui [Lagoa Seca] um sentimento de pertencimento, ou seja, deixar de lado essa ‘submissão’ historiográfica ligada a Campina Grande. Temos nosso passado, nossa bela história, o que nos possibilita contá-la aos alunos, professores e demais interessados”, pontuou o presidente João Neto.

Wanderley de Brito, diretor do Instituto Histórico de Campina Grande e um dos apoiadores do movimento em Lagoa Seca, acredita que as pessoas vão se interessar pelo projeto.

“Um grupo de historiadores, filhos da terra, resolveu trabalhar e criar uma ‘casa’ para reunir a memória de Lagoa Seca, então isso é motivo de orgulho e alegria… o que me faz pensar que as pessoas vão se interessar acerca desse trabalho”, disse.

Estiveram presentes no evento, também, o secretário municipal de Educação, José Walter Costa, professores do curso de História da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), pesquisadores, além de convidados e do representante da Fundação Artístico- Cultural Manoel Bandeira (FACMA).

(Texto e imagens: Yago Fernandes)

Leia mais:



COMPARTILHE AGORA

OUTRAS NOTÍCIAS

×
Rolar para o topo
🔔 SeLigaPB