
Após a saída do ex-juiz, Sérgio Moro, no Ministério da Justiça e exoneração do chefe da Polícia Federal, Maurício Valeixo, Jair Bolsonaro (sem partido) deve anunciar nesta segunda-feira (27) os nomes que devem ocupar as vagas no governo federal.
Entre os cotados e já apresentados pelo presidente durante o final de semana estão Jorge Oliveira, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, e Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para chefiar a Polícia Federal. A semelhança entre os dois é a proximidade e intimidade com a família Bolsonaro.
Ramagem trabalhou como segurança do presidente na campanha eleitoral de 2018. A partir dali criou uma relação de amizade próxima com a família, principalmente, com o filho Carlos Bolsonaro (Republicanos), vereador na cidade do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, neste domingo (26), o presidente respondeu a uma seguidora que questionou a relação de amizade de Ramagem com os filhos. “E daí? Antes de conhecer meus filhos eu conheci o Ramagem. Por isso, deve ser vetado? Devo escolher alguém amigo de quem?”, escreveu Bolsonaro.
O indicado à corporação ficará subordinado à Oliveira, cotado para o lugar de Sérgio Moro. Ele já foi assessor parlamentar de Bolsonaro e, depois, chefe de gabinete na Câmara de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, no qual também foi padrinho de casamento.
Oliveira é formado em direito e major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal e seu pai, o capitão do Exército Jorge Francisco, trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro por mais de 20 anos quando ele ocupou uma das cadeiras da Câmara.
Folha impacto












