O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Liberal por uma possível abstenção na votação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. Lula também contestou o plano de cortes de despesas defendido pelo senador e comentou a pesquisa Datafolha e o encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Lula cobra posição sobre a escala 6×1
Durante declaração nessa quinta-feira (8), Lula afirmou ter tomado conhecimento, por meio da imprensa, de que Flávio Bolsonaro estaria propondo que integrantes do PL se abstivessem da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.
Segundo o presidente, a medida evitaria que o partido assumisse um compromisso com a redução da jornada de trabalho.
“Ele tá com vergonha de dizer que não vai estar no plenário, mas está pedindo para o partido dele, para o PL se abster”, declarou Lula.
O presidente também criticou o chamado “tesouraço”, proposta de Flávio Bolsonaro para reduzir despesas públicas. Lula classificou a ideia como uma “aberração” e afirmou ter encontrado um orçamento insuficiente ao assumir o governo.
Presidente cita cortes em programas sociais
Lula afirmou que precisou aprovar a PEC da Transição, em 2022, para corrigir problemas no orçamento de 2023, elaborado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e aprovado pelo Congresso Nacional.
Segundo o presidente, os cortes de despesas afetam principalmente a população mais pobre.
Ao citar exemplos do orçamento que recebeu, Lula mencionou reduções de:
59% no Farmácia Popular;
50,7% no Mais Médicos;
45% na prevenção e no controle do câncer;
97% na infraestrutura escolar;
99% na prevenção de desastres;
95% no Minha Casa, Minha Vida;
Mais de 90% nos recursos para cisternas do semiárido;
95% no Sistema Único de Assistência Social (Suas).
O presidente também afirmou que a verba destinada à merenda escolar ficou cinco anos sem reajuste.
Sobre a prevenção de desastres, Lula disse que havia apenas R$ 20 mil para ações relacionadas a calamidades em encostas e córregos. Ele também declarou que o orçamento previa recursos para a compra de apenas um ônibus escolar e afirmou que o governo já havia adquirido 12 mil veículos.
Lula rebate promessa sobre aposentadorias e comenta pesquisa
O presidente também respondeu à promessa de Flávio Bolsonaro de aumentar as aposentadorias da Previdência Social.
Lula afirmou que, desde 2003, nenhum presidente além dele concedeu reajustes aos aposentados acima da inflação.
Questionado sobre a pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (8), que o coloca quatro pontos percentuais atrás de Flávio nos votos válidos, Lula evitou avaliar os números.
“Eu não avalio pesquisa. Não trabalho assim”, afirmou. Ele acrescentou que sua obrigação é trabalhar para conquistar votos nos 17 dias restantes, conforme declarou.
Lula comenta encontro com Hugo Motta
Lula também falou sobre a reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, realizada na quinta-feira (8), no Palácio da Alvorada.
O presidente classificou a conversa como muito boa e afirmou que Motta o ajudaria a vencer a eleição.
O encontro ocorreu um dia depois de o Republicanos declarar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. No primeiro turno, o partido havia adotado neutralidade na disputa presidencial.
Portal Paraíba.com.br












