Durante sua agenda na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta sexta-feira (17) que o governo empenhará esforços para normatizar plataformas que “causem dano à democracia” . Lula destacou que a iniciativa busca evitar a “intromissão de fora” , visando especialmente a integridade do processo eleitoral deste ano.
O presidente conectou diretamente a falta de controle na rede ao aumento da criminalidade e a problemas psicológicos na juventude, afirmando:
“O aumento da violência também está vinculado à propagação do discurso do ódio na internet. O mundo virtual se tornou um ambiente tóxico que afeta a saúde mental dos nossos jovens”.
Para o chefe do Executivo, o controle do espaço digital é uma questão de soberania. Ele reforçou que práticas nocivas não podem ser protegidas pelo conceito de liberdade de expressão, classificando-as como uma “indústria da mentira e do ódio” .
Lula alertou que a ausência de normas permite que grandes empresas de tecnologia dominem o cenário global, afirmando que “sem regras, as big techs vão instituir a era do colonialismo digital” . Ele criticou o fato de que “nossos dados são extraídos, monetizados e usados para concentrar poder político e econômico em um punhado de bilionários” , defendendo ainda que qualquer infração cometida online seja tipificada como crime, assim como ocorre no mundo físico.
Por fim, o presidente apontou as apostas digitais como vilãs do orçamento das famílias. Lula confessou que, por sua vontade pessoal, “baniria as bets do País” , mas ressaltou que a palavra final sobre a proibição ou regulamentação cabe ao Congresso Nacional.
Agência Brasil











