O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (23) que vai tentar dar um pé de jabuticaba ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ele “se acalmar”. O comentário do petista ocorreu durante a comemoração de 53 anos da Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal.
“Quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping [presidente da China], vou tentar levar um para o Trump, para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante e também levar maracujá. Sabe o que acontece? O Brasil tem um potencial extraordinário, mas, muitas vezes, nós não sabemos aproveitar”, disse.
Em outro momento, Lula voltou a alfinetar o presidente norte-americano ao abordar a parceria do Brasil com o continente africano no ramo de alimentos. “Enquanto o Trump quer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a produzir alimento e enriquecer o mundo.”
Biodisel e economia
Além disso, o presidente também rebateu as críticas à produção de biodiesel no Brasil, ponto que defendeu em sua mais recente ida à Europa.
“Muitas pessoas diziam: ‘Ah, vai produzir biodiesel e vai faltar comida’. Primeiro que ninguém come óleo; nós comemos arroz, feijão e comemos outros produtos. Nosso país tem terra e atualmente 40 mil hectares de terras degradadas que estamos a recuperar. Recuperando-os, dá um país da Europa”, falou.
Na Alemanha, ele havia comentado sobre o potencial do Brasil com biocombustíveis e disse que o país pode se tornar a “Arábia Saudita do biocombustível”.
Ao final do evento, Lula também disse que o Brasil poderia ser a sexta economia mundial se não tivesse tantos “mentirosos”.
“Esse país poderia ser a sexta economia do mundo, e só não é pela quantidade de mentirosos que temos aqui. A gente não é porque o Brasil está cheio de gente que não tem a menor noção do que é administrar.”
Embrapa
A cerimônia de abertura da Feira Brasil na Mesa, da Embrapa Cerrados, aconteceu nesta quinta-feira e reúne, até 25 de abril, tecnologias, produtos e experiências desenvolvidos a partir da pesquisa agropecuária brasileira.
Além de comemorar os 53 anos da Embrapa, foram apresentadas novas tecnologias e pesquisas sobre pitaya, maracujá e baunilha.
Por R7












